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Caminhada à Pedra do Reino – 2013

XXI Festa da Cavalgada à Pedra do Reino: Missa no Sítio Historico

GEDSC DIGITAL CAMERANa manhã do dia 19/05, no Sítio Histórico da Pedra do Reino, Serra do Catolé, município de São José do Belmonte, foi celebrada a missa dentro das comemorações da vigésima primeira Cavalgada à Pedra do Reino.

A celebração foi presidida pelo Padre Fabiano, novo Pároco da Matriz São José.

Centenas de pessoas participaram da celebração. Foram destinados vários ônibus pela Prefeitura Municipal para as pessoas irem. E ainda muitos foram de carro, caminhões, vans, motos.

Por volta das 08:00 horas da manhã foi iniciada a Celebração Eucarística com a participação do Coral do Sítio Campos. Após a missa, foi servido o café comunitário a todas as pessoas que lá se encontravam. Um farto café com bolo, queijo, frutas, leite, biscoito, sanduíches, macaxeira, pães e refrigerante.

Confira as fotos

Melhores Momentos da XX Cavalgada à Pedra do Reino

Cultura, literatura e tradição: 20ª edição da Festa da Cavalgada à Pedra do Reino emociona mais uma vez belmonteses e turistas

A tradicional festa realizada anualmente, inspirada nas lendas do movimento sebastianista e no livro de Ariano Suassuna movimentou o sertão pernambucano 

O município de São José do Belmonte viveu entre os últimos dias 24 e 27 de maio um dos finais de semana mais esperados pela população. A festa da Cavalgada à Pedra do Reino reuniu, mais uma vez, belmontenses e turistas, todos unidos pela mesma paixão de viver cada segundo do tradicional evento. Foram quatro dias de festa que deixaram um ano inteiro de saudades, mas por outro lado, a grande expectativa para o ano que vem.

No ano de 2012, a Cavalgada chegou a sua 20ª edição, comandada pela Associação Cultural Pedra do Reino em parceria com a Fundarpe e o Governo do Estado de Pernambuco. Fugindo a regra dos anos anteriores, pela primeira vez a festa não foi realizada nas ruas e sim no Espaço Belo Monte Cultural e no Estádio Carvalhão. No início, houve quem reclamasse e discordasse da decisão tomada pelos organizadores, mas no fim das contas, a festa foi um enorme sucesso e reuniu milhares de pessoas, independente do lugar.

O Espaço Belo Monte Cultural, na quinta-feira (24) sediou a primeira noite, com shows de Mazurca de Mãe Coca, Maviael Melo, Assisão e Pedro Carvalho. Quem também marcou presença na terra da Pedra do Reino para abrir os festejos foi o cantador Santanna, que ao som de músicas já conhecidas pelos belmontenses, animou o início das comemorações. O público presente, ainda em um número não tão grandioso, já mostrava os sinais da alegria de estar participando da festa.

Na sexta-feira (24), a expectativa era para conferir como seria a festa no Carvalhão. E para a grande maioria, em nada desagradou, nem mesmo a chuva que começou a cair durante o show da sambista Gerlane Lops, que foi até São José do Belmonte pela primeira vez. Esta também foi a primeira vez que o ritmo foi inserido na programação da Cavalgada. A chuva, que é sagrada no Sertão, caía do céu, mas não foi o suficiente para desanimar o público, que mesmo debaixo d’água, continuou aproveitando a noitada. No estádio, as barracas foram montadas assim como uma estrutura com banheiros químicos e um grande palco, que recebeu também shows do Quinteto Violado, Samba de Coco Raízes de Arcoverde e do poeta Anchieta Dali, representando a nossa terra, mostrando através da música o que a cidade tem de bom.

O município inteiro respirava cultura. O Castelo Armorial, localizado logo na entrada da cidade, reunia cada vez mais visitantes que iam conferir de perto a trajetória da festa no decorrer dos anos através das milhares de fotografias espalhadas pelas paredes e principalmente, a cidade cenográfica que fica no último andar e a vista panorâmica da cidade. Ao lado do monumento, na tarde do sábado (26) a Cavalhada Zeca Miron reunia os times azul e encarnado, com cavaleiros e madrinhas que representavam os Mouros e os Cristãos na disputa para coroar a rainha, que em 2012 foi vivida pela jovem Millena Carvalho Guimarães, filha de Ivaldo Guimarães e Edilene Carvalho, e sobrinha de Ernesto Sávio, uns dos membros mais antigos da Associação que participam ativamente da organização. O irreverente Quaderna, personagem principal do livro de Ariano Suassuna que deu origem à festa, interpretado por Renato Magalhães, acompanhava tudo de perto, sempre esbanjando simpatia e bom humor. Para a Cavalhada, tudo foi pensado nos mínimos detalhes: desde a maquiagens das meninas até o fardamento dos rapazes, que foram bordados à mão. No rosto de todos os que participavam da cerimônia, estampado o orgulho de fazer parte de um dos momentos mais importantes da festa.

Enquanto isso, na Praça Sá Moraes, a festa rolava na Budega do Dida. Por mais um ano, o proprietário do estabelecimento, Adriano Oliveira, contratou um sanfoneiro para animar a turma até perto da hora de ir para os shows no Carvalhão. A essa altura, gente das cidades vizinhas como Mirandiba, Salgueiro, Parnamirim e Serra Talhada já começavam a chegar. À noite, sem dúvidas, o show de Alcymar Monteiro foi o mais esperado. “Belmonte, Belmonte… quem te conhece que conte” foi assim que o cantor iniciou a apresentação, sendo ovacionado pelos belmontenses que tem a música como um hino. A terceira noite da festa, que homenageou Luiz Gonzaga, ainda contou com shows de Waldonys, Coco de Umbigada e Quarteto Olinda. O dia estava perto de amanhecer, mas ninguém queria ir pra casa. Todos esperavam ansiosos pelo raiar do sol, onde na calçada da Matriz de São José, o vigário iria abençoar o rei, a rainha e todos os cavaleiros que iriam subir a Serra do Catolé.

Eis que no domingo (27), o ápice do evento. A tão esperada Cavalgada. O dia ainda não tinha nem amanhecido e a banda de pífanos já esperava o cortejo em frente à Igreja. A tradicional alvorada com os fogos acordava os belmontenses, os chamando para prestigiar o momento crucial. Mouros e Cristãos reunidos mais uma vez, agora acompanhados de vaqueiros devidamente empunhados com as bandeiras do país, do estado, do município e da Associação Cultural Pedra do Reino, Lampião e Maria Bonita e mais uma série de apaixonados pela festa que fazem questão de ir até o sítio histórico a cavalo, celebrando a cultura e a literatura que movem a festa.

A presença do rei e da rainha, que representam a tradição do Sebastianismo, são as mais esperadas. Em 2012, o recifense Marcos Vinícius Lucena, grande amigo dos organizadores da festa, pela qual tem muito carinho e faz questão de divulgá-la pela capital, incorporou o rei. Já a rainha ficou sob a responsabilidade de Ana Carolina Pereira, que mora no Rio de Janeiro, mas vem de uma das mais tradicionais famílias da cidade e não perde uma só edição da Cavalgada desde pequena. A jovem seguiu acompanhada do pai João Bosco, filho da terra, e dos irmãos Thiago e Raphael, também devidamente caracterizados como manda o figurino da festa. E como diz o samba da escola Império Serrano, a Cavalgada partiu lá de Belmonte para a Serra do Catolé, levando em todos aqueles cavaleiros, a alegria de um povo que não esconde a satisfação de ter um evento tão grandioso em sua cidade. O forte sol e a intensa poeira não eram nenhum problema pra quem leva a festa no coração e se emociona a cada ano que passa.

O cortejo real chegou até o Reino Encantado sob a troca de espadas dos Mouros e Cristãos, muitos fogos e aplausos. Uma das cenas mais marcantes para quem é de São José do Belmonte e também para os turistas, que se encantam com a cultura da cidade. Quaderna entrega a espada ao rei, que de mãos dadas com a rainha, reverencia todo aquele povo sertanejo e sua tradição, aos pés da dupla de pedras que formam um dos monumentos mais bonitos do estado de Pernambuco. Um verdadeiro espetáculo digno de se ver e viver. Já lá em cima da serra, Jackson da Sanfona e a banda Paixão Nordestina se apresentaram na festa pela primeira vez, mostrando também os talentos musicais da cidade. O dia inteiro foi de muita farra e forró no sítio histórico, que contou também com shows do salgueirense Danilo Pernambucano.

O sol aos poucos ia se pondo e ia chegando a hora de se despedir de tudo aquilo. A volta para a cidade, no entanto, foi complicada. O grande número de carros e motos espalhados e mal estacionados no local dificultou a única via de acesso a São José do Belmonte, causando um enorme engarrafamento. De toda a festa, um ponto de suma importância que deve ser reavaliado pela organização para que não se repita no ano que vem, devido as grandes proporções que o evento está tomando. Mas nada que apagasse o brilho de mais uma Cavalgada. Todos os que compareceram àquele lugar mágico, com certeza, voltaram para a casa com um sentimento de que valeu à pena cada segundo, desde a quinta até o domingo. Sem dúvida alguma, uma ansiedade que já existe para o ano que vem e o orgulho de mostrar para todos nas semanas seguintes através dos vários registros em fotos e vídeos o que se tem de melhor em São José do Belmonte, disseminando a cultura do município para trazer cada vez mais olhares para a Festa da Cavalgada, que merece sem dúvida alguma, o reconhecimento do país inteiro.

Texto escrito por Luíza Maria Tiné, jornalista, filha de Belmonte, assumidamente apaixonada pela festa da Cavalgada

NOTA DE AGRADECIMENTO – Associação Cultural Pedra do Reino


A Associação Cultural Pedra do Reino, tendo em vista a realização da XX Cavalgada à Pedra do Reino, agradece a todas as pessoas, belmontenses e visitantes que contribuíram  direta ou indiretamente para o sucesso do evento.

Agradecemos também a todas as entidades que nos apoiaram e patrocinaram. A Prefeitura Municipal de São José do Belmonte,  FUNDARPE,  Secretaria de Cultura, Governo do Estado de Pernambuco, CDL de S.J. do Belmonte e comerciantes de nossa cidade, Câmera Municipal de Vereadores,  escola Prof. Manoel de Queiroz, escola DR. Valmir Campos Bezerra, colégio Mul. Dr. Arcôncio Pereira e Escola Marizinha Barros, a paróquia de São José e demais entidades que, de alguma forma apoiaram  a nossa cavalgada.

Agradecemos, principalmente, a todos os membros da Associação Cultural Pedra do Reino, que, com muito amor e dedicação, não mediram esforços para proporcionar um bom evento, com qualidade, preservando a nossa cultura, mantendo a paz e cultivando os valores das famílias belmontenses.

Sabemos que também cometemos erros, pois nem tudo é perfeito, principalmente no que refere ao estacionamento de veículos no Sítio Histórico da Pedra do Reino.Todos os anos são realizados serviços de limpeza e ampliação da área de estacionamento, na medida do possível.No entanto, o público esperado superou, de forma  expressiva, as expectativa dos organizadores.

Tenham a certeza de que a Associação Cultural Pedra do Reino continuará trabalhando sempre com objetivo de fortalecer o evento, valorizar a cultura local, divulgar a Pedra do Reino e atrair, cada vez mais, turistas para a nossa cidade.

São José do Belmonte, 28 de maio de 2012

Atenciosamente

José Iran de Oliveira Barros

Presidente

 

Falta de estrutura no sítio histórico da Pedra do Reino causa transtorno

Depois de uma bela festa da XX Cavalgada à Pedra do Reino a falta de estrutura no sitio histórico foi decepcionante para vários visitantes.

Vários veículos de diversas localidades inclusive de São José do Belmonte interditaram a única via que dava acesso ao evento, impedindo o retorno a São José do Belmonte, onde provocou um congestionamento de veiculo de mais de 4 km teve visitantes que passaram mais de 5 horas esperando que o pessoal retirassem seus veículos.

Com a grande quantidade de motoqueiros e de veículos que vão ao evento a falta de estrutura está ficando pequena para a grande dimensão que o evento esta tomando, que cada fez mais aumenta a quantidade de visitantes que vem de todas as partes do Brasil e que neste evento muitos se decepcionaram com essa falta de organização dos veículos.

Diante disto mostra que a estrutura do local não vem acompanhando a grandiosidade do evento, ficando a desejar em alguns pontos, esperamos que XXI Cavalgada a Pedra do Reino tenha esses problemas sanadas estes problemas e não manchar a bela imagem do evento.

A Pedra Sagrada da Vida e da Arte

A Cavalgada da Pedra do Reino reproduz um ciclo secular, onde a vida e a arte se alternam. A origem da festa é o Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, a obra-prima, no campo literário, de Ariano Suassuna. O eixo central do romance de Ariano Suassuna gira em torno do movimento sebastianista que, iniciado em 1835, culminou, nos dias 14, 15 e 16 de maio de 1838, com o sacrifício de trinta crianças, doze homens, onze mulheres e quatorze cachorros.
A história, porém, não é tão simples. O desaparecimento do rei português Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, travada, em 1578, no norte da África, entre mouros e cristãos, transformou-se num sonho de redenção para as populações pobres do império lusitano. Acreditava-se que D. Sebastião – um rei guerreiro, casto e bondoso – ressuscitaria e promoveria a redenção espiritual e econômica dos desfavorecidos, eliminando a nobreza e distribuindo suas terras e suas riquezas.
O mito sebastianista, após conquistar as mentes e os corações lusitanos, cruzou o Atlântico a bordo das caravelas e, encontrando terreno fértil na forte religiosidade popular que aqui floresceu, transformou-se num dos temas principais da literatura de cordel. Nas primeiras décadas do século 19, um desses folhetos, de autor desconhecido, foi parar nas mãos do mameluco João Antônio dos Santos, morador nas cercanias da Pedra Bonita.
Dizia o poeta anônimo, que Dom Sebastião retornaria ao reino dos vivos para fundar um império universal. Além disso, profetizava que “quando João se casasse com Maria, aquele reino se desencantaria”. Apaixonado por uma certa Maria, cujo pai negara-lhe a mão da filha por ser ele, João, de origem humilde, o mameluco vislumbrou no folheto a possibilidade de alcançar a felicidade.
Corria o ano de 1836. João, carregando nas mãos duas pedrinhas brilhantes e, no bolso, o folheto de cordel, percorreu o sertão do Pajeú pregando uma nova utopia: a ressurreição de Dom Sebastião e a criação de um reino de justiça, prosperidade e liberdade. As duas pedras gigantes da Serra do Catolé, segundo ele, transmudar-se-iam nas torres da catedral, ou castelo, do novo reino. À sombra das pedras – a maior, com 33 metros de altura e, a menor, com 30 – João Antônio, à frente de grande romaria, fazia seus discursos.
A agitação promovida pelo mameluco despertou receios junto à Igreja católica e aos fazendeiros da região. O vigário de Flores, à qual estava subordinada em termo a Comarca de Villa Bela, após intensa busca, encontrou o pregador sebastianista que, após severa repreensão, desapareceu do Pajeú. Ocorre que João Antônio, “exilado” no Ceará, mantinha acesa a chama sebastianista através de seu cunhado, João Ferreira, que permanecera próximo às pedras, arregimentando novas legiões de fiéis.
No que tinha João Antônio de esperto, tinha em dobro João Ferreira em fanatismo. O novo líder exigiu o tratamento de “Rei” e instaurou a poligamia – ele próprio chegou a ter sete mulheres. Casando e batizando através de um falso padre, João Ferreira criou um ritual segundo o qual todas as noivas dormiriam com ele a primeira noite, para que fossem “dispensadas”. Por ordem dele, ninguém podia tomar banho nem lavar as roupas, até o desencantamento do rei Dom Sebastião. A alucinação coletiva era garantida, além da pregação religiosa, por uma beberagem chamada “vinho encantado”, composto fitoterápico à base de jurema e manacá.
João Ferreira atingiu o ponto máximo do delírio quando anunciou que Dom Sebastião só desencantaria quando as pedras fossem lavadas com sangue. Os sacrificados – prometia ele – ressuscitariam poderosos e imortais; os velhos voltariam como moços; os pobres ficariam ricos e os negros se transformariam em brancos (isto é, em homens livres). A carnificina realmente banhou de sangue as duas pedras. O pai de João Ferreira foi o primeiro a imolar-se. Isabel, uma das mulheres do líder, foi degolada pelo próprio marido.
O cunhado de João Ferreira, Pedro Antônio, revoltado, anunciou que Dom Sebastião, para ressuscitar, reclamava a presença de João Ferreira. Incitada, a multidão matou João Ferreira, dando margem à autoproclamação de Pedro Antônio como o novo líder da Pedra do Reino. Alertados pelo vaqueiro José Gomes, que assistira aos primeiros sacrifícios, o major Manuel Pereira da Silva, comandando uma tropa de 30 homens fortemente armados, chega à Pedra Bonita no dia 18 de maio e, após uma refrega com os fanáticos, com um saldo de trinta fiéis mortos, inclusive Pedro Antônio, pôs fim ao reinado de sangue.
Os fatos sangrentos de Pedra Bonita renderam alguns dos momentos majestosos da historiografia e da literatura brasileiras. No primeiro caso, um dos documentos mais importantes é Memória Sobre a Pedra Bonita ou Reino Encantado na Comarca de Villa Bella, Província de Pernambuco, escrito, em 1875, por Antônio Áttico de Souza Leite. Em 1938, José Lins do Rego escreve Pedra Bonita, um de seus belos romances. Araripe Júnior, em 1974, lança O Reino Encantado. E, em 1971, Ariano Suassuna lança, ao que parece, a obra definitiva – o Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Cavalgada à Pedra do Reino

Na acepção moderna do termo, cavalgada significa um grupo de pessoas reunidas para um passeio a cavalo. Mas, no passado, também significava uma expedição guerreira sobre território inimigo. Era comum na época das cruzadas e nas lutas dos cristãos contra os mouros na Península Ibérica, durante a guerra da Reconquista.
Outro sentido bastante empregado é o que indica um ajuntamento de pessoas e animais viajando em caravana de um ponto a outro, como acontecia na época em que o único meio de transporte terrestre disponível na região era a montaria.

CAVALGADA À PEDRA DO REINO

A Cavalgada à Pedra do Reino foi criada por jovens belmontenses em 1993, inspirada em passagens do livro PEDRA DO REINO do escritor Ariano Suassuna. Por outro lado, tem forte significado histórico por relembrar a jornada empreendida pelo major Manoel Pereira da Silva que, à frente de um grupo de valorosos companheiros, foi de sua fazenda Belém até a Serra Formosa, combater os fanáticos sebastianistas reunidos nos arredores da então Pedra Bonita, atual Pedra do Reino.
A Cavalgada à Pedra do Reino tem três momentos especiais: a celebração da missa, antes do início da jornada, a parada nas Areinhas para o café dos cavaleiros e descanso dos animais, e a chegada triunfal ao Sítio Histórico.
Os preparativos começam de madrugada. Por volta das cinco horas da manhã, os cavaleiros e os fiéis se reúnem em frente à Igreja Matriz de São José para assistirem à missa campal. Terminado o ato religioso, a cavalgada dá um giro por algumas ruas da cidade e depois parte em direção a Pedra do Reino.
Após a chegada dos cavaleiros ao Sítio Histórico da Pedra do Reino, os participantes se divertem: bebendo, dançando, comendo, com muita algazarra, ao som do autêntico forró pé de serra.
Entusiasmados pelos momentos de diversão, confraternização e o espírito de aventura e muita adrenalina, almejam, no próximo ano, uma nova cavalgada.

Portal Belmonte juntamente com a Rádio do Festival Pernambuco Nação Cultural e a Rádio São José transmitem o festival de São José do Belmonte ao vivo

A partir de amanha (25/05), você vai estar junto com o Portal Belmonte em conjunto com a Rádio São José FM e a Rádio do Festival Pernambuco Nação Cultural – Edição Sertão Central do projeto itinerante, “No PE do Ouvido”.

Sob a responsabilidade de Napoleão de Assunção, o “Gago”, juntamente com Elvis Oliveira na técnica e Marabá Soares na Coordenação, você poderá acompanhar tudo o que se passa no palco principal de eventos que está localizado no Carvalhão, onde iram se apresentar, Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Anchieta Dali, Quinteto Violado, Gerlane Lopes, Coco de Umbigada, Quarteto Olinda, Alcymar Monteiro
e Waldonys, a transmissão será a parti das 20:00 horas.

Na oportunidade a Rádio do Festival está ministrando uma oficina mostrando a alguns jovens belmontenses como é o verdadeiro funcionamento de uma rádio comunitária, onde apreendem técnicas e produção.

Você também pode sintonizar a frequência 90,9 FM em seu rádio.

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