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Jesus salva: ex-Ronaldinha, hoje evangélica, diz que fez pornô por dinheiro e vingança

vivi3 copyConhecida no Brasil e em muitos países por ter namorado o craque de futebol Ronaldo Nazário, Viviane Brunieri, hoje missionária evangélica, usa sua experiência de vida como exemplo de superação para pregar e ensinar jovens atletas a não se envolverem com as chamadas marias-chuteiras. Em entrevista exclusiva para o G1, a ex-Ronaldinha conta como se envolveu com drogas, prostituição, com a máfia japonesa e o mundo dos filmes adultos, esse último por dinheiro e vingança.

Apesar de ter nascido em Jundiaí (SP), Viviane passou a maior parte da infância e adolescência em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Nessa época, competia como atleta de bodyboarding e participava de concursos de beleza, até que foi para o Japão, aos 15 anos, reencontrar a mãe que não via há cinco. “Meu maior sonho era ficar perto da minha mãe e continuar a carreira de surfista, o que aconteceu no início. Competi por vários estados e fui para outros países. Mas em menos de um ano o diabo roubou vários dos meus sonhos. Em pouco tempo, eu já estava trabalhando na noite, em um karaokê, como recepcionista”, relata.

Viviane explica que foi nessa época que teve sua primeira experiência com a prostituição, aos 16 anos. “Quando eu digo prostituta, algumas pessoas se escandalizam, mas não tem outra palavra. Alguns falam acompanhante, garçonete, mas recepcionista, que trabalha em karaokê no Japão, não vive do salário, apesar de ser remunerada para limpar as mesas, servir e conversar com os clientes. Quando uma mulher se submete a trabalhar na noite, não é para ser garçonete. É já na esperança de encontrar um cliente que vai bancar, realizar seus sonhos. Eu nunca falei com detalhes, mas sinto que é hora de falar. Um cliente me convidou para fazer um passeio em uma praia, em um iate que ele tinha. Eu fui para essa viagem. O fetiche dele era tirar fotografias minhas, mas não parou nas fotos. Nós não tivemos a relação em si, mas teve sexo oral. E ali, para mim, foi muito forte, como se todos os sonhos fossem roubados. Você dorme de um jeito e acorda de outro. Eu não sou mais aquela menina. Ele me pagou 10 mil dólares”, lembra.

Foi no Japão que a ex-modelo ganhou mais dinheiro. “Eu mudei. Achei que não tinha mais jeito e incorporei a prostituta. E como eu sempre quis fazer tudo com excelência, me tornei a mais requisitada de Nagoya. Fui conquistando clientes, pessoas famosas e presidentes de multinacionais. Em pouco tempo, abri a minha própria casa, a Garota de Ipanema, com proteção de um grupo da Yakuza, a máfia japonesa”, conta.

Durante uma viagem ao país natal da companheira, Viviane decidiu passar um mês no Brasil. Foi quando conheceu Ronaldo. “Era muita droga. Eu queria dar um tempo. Eu cheguei em fevereiro, na época do Carnaval, fui para Peruíbe e depois para o Rio de Janeiro, tentar fazer um curso de teatro, achando que poderia sair dessa vida. Fui com meu irmão mais velho e fiquei em um flat na Barra. O Ronaldo estava nesse flat fazendo fisioterapia. Na época ele jogava no PSV. Se eu visse o Ronaldo não saberia quem ele era, não conhecia. Foi meu irmão, que também era jogador, quem me disse e na hora eu pensei: dinheiro eu tenho, bonita eu sou, mas preciso de fama. Lembrei de algumas famosas, que continuam na mídia por terem namorado famosos, era o que eu precisava. Foi tudo premeditado. Meu irmão disse que ele já estava de olho em mim, nos viu na piscina, perguntou se a gente era namorado e nos convidou para ir em um pagode. Em menos de um semana a gente já estava namorando. Isso foi em 1996″, lembra.

Viviane conta que o relacionamento com o craque foi rápido e durou apenas 10 meses. “Eu fui morar com ele na Holanda. Nós estávamos bem, eu estava renovando o meu passaporte para ir para a Olimpíada de Atlanta com ele. Mas eu queria voltar para o Japão, precisava fechar a casa noturna e resolver um monte de coisas, acabar aquela vida. Os empresários dele começaram a pressionar, queriam saber como uma menina tão nova tinha relógio rolex, apartamento duplex e carro importado. O Ronaldo achava que eu era modelo, que o dinheiro vinha desse trabalho. Um dia, bebendo, eu falei tudo para ele, da casa noturna, do relacionamento com outra mulher, e foi aí o término”, lembra.

Depois de três anos no Japão, veio o convite para fazer filmes pornográficos no Brasil. “Foi a questão financeira que chamou a atenção. Seria, no mínimo, R$ 500 mil. Era a oportunidade que eu esperava para ir embora do Japão. Quando o produtor mandou a minuta, eram cinco cenas. A negociação durou 40 dias. Exigi carro importado e apartamento. Eles aceitaram. Fui para o Brasil e um mês depois comecei a gravar. Mas foi muito difícil. Por mais que eu tivesse me prostituído, era camuflado. Agora seria para todos, e para sempre. A primeira cena foi em São Paulo, mas eu chorei tanto que não foi aproveitada”, lamenta.

A última cena, onde Viviane contracena com vários atores ao mesmo tempo, foi ideia dela. “Quem sugeriu fui eu. Estava muito louca e fiz por vingança. Eu queria atingir algumas pessoas em um momento de muita revolta. Em todas as gravações eu estava muito louca, cheirada. Dediquei essa cena para algumas pessoas em uma rede social na internet”, revela.

Depois dos filmes, Viviane voltou a se prostituir, mas dessa vez no Brasil. “Eu passei a fazer programas, como são conhecidos aqui. Eu fazia apresentações em casas noturnas, presenças, stripteases, ficava dois a três dias nas cidades e sempre fazia os programas, nunca de cara limpa. Durou um ano, até que, em fevereiro de 2009, em Joinville (SC), fiz show em uma casa noturna e um empresário da cidade quis fazer programa com a Ronaldinha. Eu acordei de madrugada, em um quarto de motel, sozinha e nua. Quando eu olhei na cabeceira, tinha um bolo de dinheiro, uns R$ 5 mil, e preservativos no chão. Fiquei desesperada, não lembrava com quem eu tinha ido, com quantos homens, o que tinha feito. O meu produtor disse que eu estava louca, que ninguém me segurava. Depois desse dia, procurei o meu pastor, uma médica e acabei ficando um mês internada. Foi quando aconceceu minha conversão definitiva”, lembra.

Apesar de convertida, Viviane afirma que é constantemente tentada a voltar à antiga vida. “A libertação é diária, sempre existe o temor de uma recaída. Até 2011, eu ainda recebia propostas para gravar cenas que não tinha feito. Fora empresários ligando para ir a festas. Uma coisa é você recusar R$ 300 mil quando tem R$ 1 milhão na conta, outra é recusar não tendo dinheiro para comprar o leite para a filha, como aconteceu comigo. Mas eu resisti”, conta.

Fonte:G1

Asa Branca – Banda de Pífano Mestre Ulisses em São José do Belmonte

Vídeo produzido por Henrique Santos

XXI Festa da Cavalgada à Pedra do Reino: Abertura do Memorial

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Na noite deste sábado houve a abertura do Memorial da Pedra do Reino, dando inicio as festividades da XXI Cavalgada à Pedra do Reino.

A solenidade de abertura foi iniciada com o hasteamento das bandeiras com o Sargento Samarone, o presidente da Câmara de Vereadores José Andrade Lucas “Zé Lucas” o Sr. Prefeito Marcelo Eugênio e o Sr. Djama Santos.

Membros da Associação fizeram um bela homenagem a o amigo Cacau do Banco que muitas vezes colaborou o evento sem medir esforços. em seguida o membro da Associação, Historiador e Secretario de Cultura Valdir Nogueira retratou em sua fala o triste desfecho do Reino Encantado, uma breve historia dos últimos dias de massacres na Pedra Encantada.

Durante a solenidade houve apresentações culturais das Escolas do Município e entre elas o grupo de Bacamarteiros do Pajeú com o batismo dos novos associados belmontenses.

Confira o texto na integra do historiador Valdir Nogueira. O triste desfecho do Reino Encantado

Confira todas as fotos.

O TRISTE DESFECHO DO REINO ENCANTADO

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Após ouvir a narrativa do fugitivo, identificado no processo como José Gomes, o major Manuel Pereira, então chefe de polícia, partiu para a sede da Comarca (Flores), onde comunicou os fatos ao juiz de Direito, que ordenou a mobilização de alguns homens para, juntamente com a força policial, seguir para o local dos acontecimentos. O major Manuel Pereira convocou seus três irmãos, Símplicio, Cipriano e Alexandre, e mais 30 moradores da cidade, os quais, ao todo, formaram uma força de 60 combatentes.

No dia 18 de maio, a tropa deslocou-se em cavalgada, atingindo a região dos eventos ao entardecer do dia seguinte. Foi cerrado, então, grande combate. Depois de mais de uma hora de luta corpo-a-corpo, inúmeros cadáveres jaziam no chão, dentre eles, dois irmãos do major Manuel Pereira: Alexandre e Cipriano. Foram feitos também muitos presos. Alguns fugitivos foram chacinados pela força do capitão Simplício Pereira da Silva.

A maioria dos homens teve que enfrentar a justiça. Alguns foram levados acorrentados em lúgubre procissão de sombras esqueléticas e esfarrapadas, para os cárceres da ilha de Fernando de Noronha. As mulheres tiveram penas variadas, em função dos crimes apurados, e as crianças foram postas em liberdade e distribuídas com a população de Flores para que as criassem.

Quanto a João Antônioo primeiro rei da Pedra Bonita – foi perseguido e capturado no Estado de Minas Gerais, juntamente com sua mulher, Maria. Algemados foram transportados de regresso a Pernambuco. Todavia, durante a viagem, a polícia com medo que os presos sucumbissem de uma febre palustre que foram atacados, resolveram matar João Antônio. Quanto a Maria, foi levada para a prisão, sendo posteriormente indultada por decreto do presidente da Província de Pernambuco, o barão Francisco do Rego Barros (futuro conde da Boa Vista).

No dia 25 de maio de 1838, o então prefeito de Flores, o coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz, escreveu uma carta ao presidente da Província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, dando-lhe ciência do “Caso mais extraordinário, mais terrível, nunca visto, quase incapaz de acreditar-se”, ocorrido na Pedra Bonita. Essa carta foi publicada no Diário de Pernambuco, em 16 de junho de 1838.

O padre José Francisco Correia, o mesmo que tentara demover João Antônio de suas idéias, esteve no local dois meses depois, reuniu as ossadas das vítimas e lhes deu sepultura. Sobre elas levantou uma cruz de madeira e rezou uma missa. Encerrou a cerimônia com um pedido de perdão para os sebastianistas.

Estes fatos aconteceram há 175 anos.

Valdir José Nogueira de Moura 

Olhe o outro

Fui testemunha de uma cena que considerei comovente. Estava esperando uma colega à porta de uma escola, era a hora da saída dos alunos. Mães, pais e crianças deixavam o espaço escolar com diferentes humores e comportamentos.

Quem já teve a oportunidade de assistir a cenas semelhantes sabe que esse pode ser um momento um pouco confuso e barulhento, mas é sempre muito rico para quem gosta de observar a interação entre pais e filhos.

Uma mulher e seu filho, de uns cinco anos mais ou menos, chamou a atenção do meu olhar. Passei a acompanhá-los logo que passaram por mim. Ela andava um pouco atrás do menino, que estava totalmente focado em algo que levava nas mãos.

De repente, o menino jogou um objeto no chão e continuou a caminhar em direção ao carro que –logo depois percebi– estava bem próximo ao local onde eles e eu estávamos.

Foi o desenrolar desse acontecimento que considerei comovente e, por isso, compartilho com você, caro leitor. Essa mãe olhou bem para o entorno de onde estavam e, em seguida, chamou o filho. O garoto atendeu ao chamado da mãe de imediato e, assim que ele chegou perto dela, vi a mãe se abaixar e conversar com o filho em um tom bem tranquilo.

Eu imaginei que ela fosse mandar o garoto pegar do chão aquilo que ele jogara e colocar no lixo, que estava próximo. Só essa atitude da mãe, que eu pensei que fosse acontecer, já me surpreenderia porque, vamos convir, essa é uma iniciativa não muito comum de ser observada no espaço público.

Mas essa mãe fez algo bem diferente, como descobri a partir da reação que os dois tiveram em seguida. Depois de uma breve conversa dela com o filho, que eu não pude ouvir, os dois voltaram o olhar para uma servente da escola que limpava as escadas por onde muitos pais saíam com seus filhos. Na sequência, o garoto pegou do chão o que jogara –parecia um pedaço de lápis colorido– e levou até o cesto de lixo. E, calmamente, os dois entraram no carro e foram embora.

Devo confessar que senti uma imensa vontade de caminhar até essa mãe e parabenizá-la pela sua atitude com o filho. Entretanto, tímida que sou, continuei parada onde estava, mas totalmente envolvida em meus pensamentos com o que eu acabara de presenciar.

Não sei as palavras que essa mãe disse ao filho, mas percebi que ela chamou a atenção dele para a servente, uma pessoa que realizava um trabalho que a criança nem notara e que tampouco respeitara ao atirar no chão aquilo que tinha nas mãos. Eu não sei se essa mãe sabe, mas o que ela fez foi tentar despertar no filho aquilo que chamamos de empatia.

Ter empatia significa ser capaz de se identificar com o que uma outra pessoa sente em determinadas situações, em geral difíceis, que provocam emoções fortes.

Estar aberto para compreender o que se passa com outra pessoa é uma maneira de se colocar disponível para ajudá-la, portanto. E isso sem falar do respeito pelo outro que a empatia provoca.

Sensibilizar o filho para a empatia é parte do que nós chamamos de formação moral. Hoje, não são muitos os pais que se ocupam desse aspecto tão importante da educação dos mais novos, não é verdade?

Na atualidade, a empatia é coisa rara. Estamos muito mais propensos a realizar julgamentos severos sobre outras pessoas do que inclinados a procurar compreendê-las. É que olhamos muito mais para nós mesmos do que para os outros.

A empatia é uma maneira de sair do individualismo e de se abrir para a conexão com os outros. As relações sociais melhoram muito com o desenvolvimento do sentimento de empatia, portanto.

A realidade que temos vivido tem apontado incessantemente para a importância de formarmos crianças e jovens mais sensíveis aos outros. Isso pode tornar a vida deles muito melhor.

Fonte: Rosely Sayão – Folha de São Paulo

Ex-prostituta famosa em Arcoverde, PE, será homenageada pela Câmara

20130507110036_capaUm acontecimento curioso envolvendo a Câmara de Vereadores de Arcoverde, no Sertão pernambucano, tem causado polêmica e gerado os mais diversos tipos de comentários entre moradores do município. No último dia 15 de abril, a Casa aprovou por unanimidade uma proposta de homenagem à empresária Nivalda Rafael de Siqueira, mais conhecida como Nena Cajuína, uma prostituta famosa da cidade. Ela receberá a Medalha de Honra ao Mérito Cardeal Arcoverde, a mais alta comenda entregue pelo legislativo, dada a personalidades que possuem serviços prestados no município.

O projeto é de autoria da parlamentar Célia Cardoso (PR), que não esconde a admiração por Nena. “É uma mãe de família, que veio de Custódia e começou a trabalhar cedo, lavando prato nas casas noturnas, para sobreviver. Ela trabalhou a vida inteira para dar uma vida digna aos filhos”, explica. Conhecida por quase todos em Arcoverde, a homenageada também costumava ajudar as prostitutas que não tinham condições de criar os filhos. Uma dessas crianças, inclusive, foi adotada ainda recém-nascida pela vereadora, graças ao intermédio de Nena.

Prostituta assumida, dona Nivalda, hoje com 64 anos, começou no ramo aos 13. Atualmente, é proprietária de um bar no bairro de São Cristóvão, conhecido na região como “Colégio”, de onde tira seu sustento. Ela teve três filhos, sendo que apenas um deles, um pastor evangélico, continua vivo. “Eu já tive muito cliente, mas hoje eu só vendo minha cervejinha mesmo”, diz. Além do bar, Nena ainda costuma montar barracas para comercializar bebidas em eventos que acontecem na cidade.

Mesmo com a homenagem da Câmara, o preconceito ainda existe nas ruas. Com certa frequência, Nena é alvo de piadas e, mesmo assim, não perde o bom humor típico de quem tem muitas histórias para contar. “Tem homens que eram apaixonados por mim e hoje me chamam de vó, de tia”, revela. “Antigamente, quem tinha filho homossexual trazia os meninos para mim e eu dizia que era tudo macho. Quando chegavam perguntando, eu dizia logo que o menino tinha ‘ficado’ com umas três na mesma noite”, lembra, aos risos.

Apesar de a proposta da homenagem já ter sido aprovada, a data para a entrega da medalha segue indefinida. O motivo: Nena Cajuína mostra um pouco de resistência em receber pessoalmente a comenda. No entanto, a vereadora Célia Cardoso está certa de que ela irá ceder. Recentemente, uma moradora da cidade teria dito para dona Nivalda que ela não merecia receber o “diploma”, referindo-se à medalha. A resposta veio de imediato: “Minha filha, eu já tenho esse diploma desde os 13 anos”.

Fonte: G1 PE

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos

Adriana Setti

Texto de Adriana Setti

“No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.

Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.

Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.

Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.

Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.

Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves,  tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).

Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.

Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.

Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).

É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.

PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.”

Fonte: Revista Época/Por Adriana Setti

Seu Lunga fala sobre as semelhanças com Seu Galdino, da novela Salve Jorge

20130401145860_capa“Dono de uma venda, nordestino de casco duro e coração mole. Não suporta ignorância e tem sempre uma resposta pronta para as perguntas que considera bobas”. Essa bem que poderia ser a descrição de Seu Lunga, mas é a de Seu Galdino, personagem da novela Salve Jorge, da Rede Globo.

Em entrevista à repórter Nildênia Damasceno, Seu Lunga comentou sobre o que acha de ter a sua vida e trejeitos utilizados como caricatura para o personagem interpretado pelo ator Francisco Carvalho.

“Acho um erro porque eu não conheço ele. Como é que ele vai dizer qualquer coisa de minha pessoa sem me conhecer?”.

Em 2011, Seu Lunga ganhou uma ação na justiça contra um cordelista juazeirense por ter propagado sua fama de mal humorado. Ele tratou de afastar essa ideia que fazem dele:

“Eu sou homem sério. O que tem aqui fora do comum é às vezes eu ter que corrigir certas criaturas. Nós brasileiros, poucos sabem se expressar. Tem gente que chega e vê esse comércio e pergunta se é para vender. Aí eu digo ‘como é que você vê um ponto comercial, mercadoria exposta e ainda pergunta se é para vender? Num tá muito não?’ Acho que nós devemos pensar antes de falar para errar menos”.

“Não fui procurado não. Nunca cheguei a falar com eles não. Qualquer coisa que pronuncie sobre o progresso de Juazeiro do Norte tá ajudando a cidade não é?”, completou.

Fonte: Miséria

Como dançarina, Jô vai tentar seduzir Russo para se infiltrar no bando

thammy-4-300x300Jô (Thammy Miranda) vai tentar usar Russo (Adriano Garib) como chave para descobrir os segredos da quadrilha de Lívia (Claudia Raia) em Salve Jorge. Ao perceber que o capanga gostou dela, a escrivã irá jogar charme para cima dele.

Depois de assumir o disfarce de dançarina e o nome de Cylmara, ela vai começar a frequentar a boate do grupo em Istambul. Um dia, ao chegar mais cedo ao lugar, com a desculpa de que precisa ensaiar no palco, terá a chance de observar melhor o trabalho dos bandidos e se aproximar de Russo e Irina (Vera Fischer).

Para impressionar os dois, ela irá esnobar as traficadas, especialmente Waleska (Laryssa Dias). Ao assistir à cena, Irina logo simpatizará com “Cylmara” e demonstrará interesse, perguntando se ela pretende ficar na Turquia.

“Vou ficando. A barra no Brasil tá pesada”, dirá Jô, que inventa uma história sobre um ex-amante que foi preso. O homem, segundo ela, estava envolvido com o tráfico e a deixou encarregada da administração de negócios ilegais depois de ter sido capturado.

Animado ao saber que ela se envolveu com um criminoso antes, Russo, que já havia prestado atenção na moça com segundas intenções, perguntará se o tal namorado se chamava Genaro. Conforme o plano arquitetado por Helô (Giovanna Antonelli), Jô irá confirmar, deixando os bandidos ainda mais satisfeitos.

Fonte: Com informações do Vírgula

Joelma compara gays a drogados: “Sou contra. Tá na Bíblia”

images (2)Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.

De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.

Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.

“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.

Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.

Fonte: Época

Por Valdir Noqueira: QUEIMA DE JUDAS EM BELMONTE

No nosso sertão malhar ou queimar o Judas no Sábado de Aleluia é uma tradição e uma herança ibérica. No Brasil, está perdido no tempo o início do costume de julgar, condenar e executar o traidor de Cristo após a leitura do seu testamento, cujo conteúdo satírico é sobre a vida de alguma figura pública real ou salpicado de tiradas humorísticas sobre pessoas de destaque na vida local. Nada a ver com o Judas Iscariotes, aquele que vendeu Cristo por 30 dinheiros.

A criatividade belmontense transformou a malhação de Judas em uma engraçada sátira sobre amigos e vizinhos, políticos e seus moradores na Semana Santa do ano de 1926. Na época, foi preciso “tirar autorização na polícia” para o evento, que só seria concedida mediante a apresentação do testamento! De modo que não podemos negar a preocupação das pessoas naquele tempo, quando aguardaram ansiosas pela queimação do famigerado Judas. Eis alguns fragmentos desse testamento:

Judas, condenado à morte por crime de lesa-Divindade, dispôs de seus bens e fez o seguinte testamento para os seus amigos e parentes de Belmonte, como se segue:

I- Para o prefeito Nezinho (1)

Meu adorado sobrinho

O alvo de meus desvelos

Eu deixo aqueles chinelos

Que arrematei no leilão

Queria vê-lo alinhado

Com os chinelos calçado

Em dias de eleição.

(1)   Nezinho era o Sr. Manoel Lucas de Barros que na época era o prefeito de Belmonte.

II

Respeito o tabelião (2)

É o homem mais sagaz

Que vive neste sertão

Quando era ainda rapaz

Um dia me aconselhou

Vendesse Nosso Senhor

Aos esbirros de Caifaz

Quando o negócio estourou

Ele como mais esperto

Por mim não mais esperou

Enforquei-me na figueira

Ele veio na carreira

Ser empregado de Terto.

(2)   O tabelião que aqui se refere é o Sr. João Batista Frutuoso de Pádua.

III

Esse tal Terto Donato (3)

É meu primo de fato

Como é de Lampião

Foi afinal quem lucrou

Todo dinheiro comeu

Da maldita transação

Hoje é grande no sertão

O responsável sou eu.

(3)   Tertuliano Donato de Moura, grande comerciante e pecuarista era o vice prefeito na época.

IV

Meu amigo João Pedrinho (4)

Se lembre do seu padrinho

Não tenha medo de nada

Acabe essa mamaezada

Pra isso deixo dinheiro

Você é bicho cutuba

Atire-nos sipaúba

Co’os rifles do Juazeiro.

(4)   João Pedro Xavier, fazendeiro e grande comerciante naquela época tendo participado da Revolução do Juazeiro.

V

Para Luiz Mariano (5)

Moleque de muito plano

Perito na emboscada

Vou deixar já preparada

Tremenda revolução

Não deixe a luta no meio

Pois assim lhe fica feio

Vá lutando até o fim

Quando voltar venha rico

Traga a espada e pinico

Do comandante Frânklin.

(5)   Luiz Mariano da Cruz, militar belmontense conhecido por sua extrema bravura. Combateu por longos anos o banditismo.

VI

Para o amigo Piauhylino (6)

Com quem brinquei em menino

E até me deu um talho

Um dia por brincadeira

Deixo-lhe um lindo chocalho

Um é pouco deixo dois

Para dar trezentos bois

Ao esperto João Sobreira.

(6)   Mariano Piauhylino Guimarães, fazendeiro na época.

VII

Onias meu afilhado (7)

Não sejas desconfiado

Não te iludas com asneiras

Por que odeias Teixeira?

Deixa tudo como está

Que lego-te meu anel

E uma casa mobiliada

De escritura passada

La na vila do Tauhá

Para tua lua-de-mel.

(7)   José Onias de Carvalho. Belmontense nascido na fazenda Bonito, destacou-se na política no Estado de Sergipe sendo eleito em várias legislaturas Deputado Federal.

VIII

Meu querido neto Augusto (8)

Você me fez muito susto

Quando tossia no jogo

Para seu gogo há remédio

De fumo podre e safado

É um cigarro apagado

Fedorento a esterco de gado.

(8)   Augusto Nunes da Silva, irmão de dona Pergentina, dono de uma bodega naquela época.

IX

Sebastião fogueteiro (9)

Caboclo sagaz matreiro

Que briga em todo momento

Deixo-te minha farda

Para te pores em guarda

A espera da zoada

Se precisares de espada

Vê se desarma um jumento.

(9)   Sebastião Xavier de Souza, especialista no fabrico de fogos de artifícios e balões.

X

Para meu amigo Quinquinho (10)

Que é até meu sobrinho

Além de ser coletor

Como lembrança do tio

Deixo pro tempo do frio

Meu capote e cobertor.

(10) Joaquim Alves de Carvalho Barros, Coletor naquela época.

XI

Para meu futuro genro

O forte e belo Viana (11)

Deixo dois engenhos de cana

Um d’água outro de vento

Que rendem mais que uma mina

Quando unir-se a Guilhermina

Nos laços do casamento.

(11) José Ribeiro Viana, professor municipal naquele tempo.

XII

Para meu primo Janjão (12)

Este caboclo matreiro

Que se conservou solteiro

Por capricho da paixão

Fica aí minha viúva

Com dois engenhos também

Para ser rico ele só tem

Que pedir saúde e chuva.

(12) João Nunes de Barros, conhecido como Janjão do Açude Novo, fazendeiro e pecuarista naquela época.

Pesquisa realizada por Valdir José Nogueira de Moura.

Chorão é encontrado morto em SP

O vocalista da banda Charlie Brown Jr, Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (6). Ele tinha 42 anos. A causa da morte de Alexandre Magno Abrão ainda não foi divulgada até o início desta manhã.

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Chorão foi encontrado desacordado pelo seu motorista, que chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade de resgate constatou que ele já estava morto. Por volta das 6h30, policiais civis e militares e peritos estavam no prédio do cantor.

O cantor e o letrista liderava a banda que foi formada e estabelecida na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, na década de 1990. Em 15 anos de carreira, a banda lançou dez discos, segundo o site oficial do grupo. O grupo vendeu 5 milhões de cópias. Além de vocalista, Chorão era o letrista do Charlie Brown Jr, dando o direcionamento artístico e executivo. Em 2004, o álbum “Tâmo aí na Atividade” foi premiado com o Grammy Latino. No ano passado, lançaram o álbum “Música Popular Caiçara” – destaque para a música “Céu Azul”.

 Fonte: G1

Dá o que pensar…

De todas as provas que acumulamos para apoiar nossas conclusões, a primeira a ser exibida é o próprio homem. De vários modos, o homem moderno, o Homo sapiens, é um estranho à Terra.

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Desde que Charles Darwin chocou os eruditos e os teólogos de seu tempo com a evidência da evolução, a vida na Terra foi ornamentada pelo homem e por primatas, mamíferos e vertebrados, e, recuando no tempo, por formas de vida progressivamente inferiores até atingirmos o ponto, há bilhões de anos, em que se presume que a vida tenha começado.

Mas, chegando a esses primórdios e começando a contemplar as probabilidades de vida em algum outro ponto de nosso sistema solar e mesmo para além dele, os eruditos começaram a sentir-se apreensivos acerca da vida na Terra – de qualquer modo, ela parece não pertencer a este lugar. Se tudo começou através de uma série de reações químicas espontâneas, por que é que a vida na Terra tem uma única fonte e não uma multitude de fontes causais? E por que é que toda a matéria viva na Terra contém tão poucos dos elementos químicos que abundam na Terra e tantos daqueles que são raros em nosso planeta?

Terá, então, a vida sido importada de algum lugar para a Terra?

A posição do homem na cadeia evolucionária compôs o quebra-cabeça. Encontrando um esqueleto partido aqui, um maxilar ali, os eruditos começaram por acreditar que o homem apareceu na Ásia há 500.000 anos. Mas, como foram encontrados fósseis mais antigos, tornou-se evidente que os moinhos da evolução se moveram muito, mas muito mais lentamente. Os macacos antecessores do homem estão agora, desconcertantemente, colocados há 25 milhões de anos. Descobertas na África Oriental revelam uma transição para macacos humanóides (hominídeos) há cerca de 14 milhões de anos. Cerca de 11 milhões de anos mais tarde apareceu lá o primeiro macaco-homem digno de ser classificado como Homo.

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O primeiro ser que se considera realmente humanóide – “australopiteco avançado” – existiu há cerca de 2 milhões de anos em algumas partes da África. Levou ainda outro milhão de anos para aparecer o Homo erectus Finalmente, depois de outros 900.000 anos, apareceu o primeiro homem primitivo; a ele se chamou Homem de Neanderthal, segundo o nome do local em que seus vestígios foram primeiramente encontrados.

A despeito da passagem de mais de 2 milhões de anos entre o australopiteco avançado e o Homem de Neanderthal, os instrumentos destes dois grupos – pedras aguçadas – são virtualmente semelhantes; e os próprios grupos (tal como se pensa que eles fossem) são dificilmente distinguíveis.

Depois, súbita e inexplicavelmente, há 35.000 anos, uma nova raça de homens – Homo sapiens (“o homem pensante”) – apareceu como que vinda do nada e varreu o Homem de Neanderthal da face da Terra. Estes homens modernos, que receberam o nome de Cro-Magnon, têm um aspecto tão semelhante ao nosso que, se os vestíssemos com nossas roupas atuais, eles se perderiam de vista por entre as multidões de qualquer cidade européia ou americana. Devido à magnificente arte de cavernas que criaram, foram primeiramente chamados os “homens das cavernas”. De fato, eles vaguearam pela Terra livremente, uma vez que sabiam como construir abrigos e casas de pedra e de peles de animais para onde quer que fossem.

Por milhões de anos, as ferramentas do homem foram apenas pedras de formas úteis. O Homem do Cro-Magnon, no entanto, fez ferramentas especializadas e armas de madeira e osso. Já não era o “macaco nu”, uma vez que usava peles para se vestir. Sua sociedade estava organizada: vivia em clãs com uma hegemonia patriarcal. Seus desenhos em cavernas evidenciam talento artístico e profundidade de sentimento: seus esboços e esculturas revelam uma forma de religião, patente na adoração de uma deusa-mãe que era por vezes representada com o sinal da Lua em quarto crescente. Esse homem enterrava seus mortos e deve, portanto, ter possuído alguma filosofia a respeito da vida, da morte e, talvez mesmo, da vida­ após-morte.

Misterioso e inexplicável como é, o aparecimento do Homem do Cro-Magnon complica ainda mais o quebra-cabeça. Uma vez que outros vestígios do homem moderno foram descobertos (em locais que incluem Swanscombe, Steinheim e Montmaria), torna-se evidente que o Homem do Cro­-Magnon se originou de um Homo sapiens ainda mais precoce que viveu na Ásia Ocidental e África do Norte cerca de 250.000 anos antes do Homem do Cro-Magnon.

O aparecimento do homem moderno a uns meros 700.000 anos antes do Homo erectus e cerca de 200.000 anos antes do Homem de Neanderthal é absolutamente impensável. É também claro que o Homo sapiens representa um ponto de partida tão extremo do lento processo evolucionário que muitas de nossas capacidades, tal como a capacidade de falar, não têm nenhuma conexão com os primatas mais remotos.

Uma eminente autoridade no tema, o prof. Theodosius Dobzhansky (Mankind Evolving) [Humanidade em Evolução], ficou particularmente intrigada pelo fato de este desenvolvimento ter acontecido durante um período em que a Terra passava por uma idade do gelo, período pouco propício a progressos na evolução. Salientando que ao Homo sapiens faltam por completo algumas das peculiaridades dos tipos até aí conhecidos e aparecem algumas que nunca ocorreram, o professor conclui: “O homem moderno tem muitos fósseis, parentes colaterais, mas nenhum progenitor: sua origem, como Homo sapiens, torna-se, assim, um quebra-cabeça”.

Como é, então, que os antecessores do homem moderno aparecem há uns 300.000 anos, em vez de aparecerem há 2 milhões ou 3 milhões de anos no futuro, seguindo um ulterior processo evolucionário? Fomos importados para a Terra de algum ponto, ou teremos sido, como atesta o Antigo Testamento e outras fontes antigas, criados por deuses?

Sabemos agora onde começou a evolução e como se desenvolveu, uma vez começada. A pergunta por responder é esta: – Por que, por que é que a civilização aconteceu realmente? Porque agora, tal como a maior parte dos eruditos reconhece, ainda que com frustração, se somarmos todos os dados, vemos que o homem deveria ainda viver sem civilização. Não há razão óbvia para que sejamos nem um pouco mais civilizados do que as tribos primitivas das selvas amazônicas ou das regiões inacessíveis da Nova Guiné.

Mas, dizem-nos, esses homens das tribos vivem ainda como na Idade da Pedra porque foram isolados. Mas isolados de quê? Se eles têm vivido na mesma Terra que nós, por que não adquiriram eles o mesmo conhecimento científico e tecnológico próprio, como nós pressupostamente possuímos?

O verdadeiro quebra-cabeça, no entanto, não é o atraso dos Bushmen, mas o nosso avanço, uma vez que se reconhece agora que, no curso normal da evolução, o homem deveria ainda estar representado pelo tipo dos Bushmen, e não pelo nosso. Foram precisos alguns 2 milhões de anos ao homem para avançar na sua “indústria de ferramentas”, desde o uso das pedras tal como as encontrava até a compreensão de que as poderia cinzelar e moldar, de forma a melhor servir seus próprios objetivos. Por que não mais 2 milhões de anos para aprender o uso de outros materiais e outros 10 milhões de anos para dominar as ciências matemáticas, a engenharia e a astronomia? E, no entanto, aqui estamos nós a menos de 50.000 anos de distância do Homem de Neanderthal, pousando astronautas na Lua.

A questão óbvia, então, é esta: será que nós e os nossos antecessores mediterrâneos adquirimos esta avançada civilização, realmente, à nossa custa?

Fonte: Livro: O Décimo Segundo Planeta, autor: Zecharia Sitchin

Rio lança novo modelo de mictório público

20130227055528_capaComo parte de um projeto piloto, foi instalado ontem (26) na entrada da estação de trem Central do Brasil, no centro da cidade, um novo modelo de mictório público masculino. Batizado de Unidade Fornecedora de Alívio (UFA), o mictório é uma cabine de aço, com um gancho para pendurar pastas e mochilas e um espelho. Não tem pia para lavar as mãos.

A unidade custou R$ 19 mil e resulta de uma parceria da prefeitura do Rio com a iniciativa privada.“O UFA! é mais uma tentativa de solucionar o problema da higiene”, disse, em nota, o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior. Segundo ele, o equipamento visa a conservação da cidade.

A escolha para a instalação da primeira unidade na Rua Bento Ribeiro,  na Central do Brasil, foi por causa da grande movimentação de pedestres durante o dia. A cabine foi colocada em uma área gradeada, para que o usuário se sinta seguro para usá-la. Durante a madrugada, o local ficará fechado, o que dificultará a depredação.

Para funcionar, o UFA! é ligado diretamente à rede de esgoto e não tem nenhum dispositivo de descarga. O mau cheiro é evitado por meio de uma válvula que não permite o retorno do odor das galerias. Porém, não dispõe de água corrente para a lavagem das mãos. Segundo a prefeitura, a decisão é ecologicamente correta e facilita a instalação de mais unidades.

Segundo a prefeitura do Rio, o projeto resgata uma ideia do ex-prefeito Pereira Passos (1903-1906) que tentou melhorar as condições de higiene no Rio. Porém, por sucessivos atos de vandalismo, o uso dos mictórios públicos não se firmou como um hábito entre os cariocas.

Os mictórios públicos são frequentes em outras cidades do mundo, como Amsterdã e Bruxelas, na Europa. Unidades mais simples também podem ser encontradas em Roma e em Lisboa.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres gastam 1 ano e 3 meses da vida se maquiando, diz pesquisa

Que mulher demora muito tempo para se arrumar todo mundo sabe e a maquiagem, por exemplo, toma grande parte do nosso tempo. De acordo com uma pesquisa da clínica de beleza “Specialist Make-up Services”, na Inglaterra, em média, mulheres britânicas gastam 474 dias de suas vidas se maquiando, totalizando um ano e três meses.

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Segundo informações da pesquisa, publicada no jornal “Daily Mail”, são três horas e 19 minutos por semana em frente ao espelho.

Ainda segundo o estudo, as participantes afirmaram que usam 15 minutos para fazer a maquiagem do dia a dia e 24 minutos nos finais de semana. Quando se trata de um grande evento, leva até 76 minutos para ficar prontinha.

Apesar de tudo isso, a maioria delas, 93%, disseram que há poucas chances de desistirem totalmente de maquiagem.

Fonte: Vírgula

Universidade americana sugere que alunas urinem e vomitem para evitar estupros

Uma universidade do estado americano do Colorado causou polêmica ao sugerir ‘dicas’ às alunas para evitar serem vítimas de violência sexual. Entre as recomendações, estão, por exemplo, urinar ou vomitar no agressor.

A lista, com dez sugestões, foi publicada na última terça-feira pelo departamento de segurança pública no site da Universidade de Colorado em Colorado Springs.

Devido ao furor causado pelas sugestões, a compilação foi posteriormente retirada da página no mesmo dia e substituída por um pedido de desculpas.

Entre as dicas, estavam recomendações como ‘vomitar ou urinar no agressor’ ou ‘dizer ao estuprador que possui uma doença venérea ou está menstruada’.

O assunto teve ampla repercussão nas redes sociais. No Twitter, a hashtag ‘#UCCSTips’ rapidamente entrou nos trending topics.

A blogueira conservadora Michelle Malkin foi uma das que criticaram a lista. ‘Novas dicas para as mulheres da UCCS: se vomitar ou urinar não detiver seu agressor, tente soltar gazes’, ironizou Malkins.

Algumas das estudantes no campus da universidade disseram estar confusas com a lista.

‘Dizer ao seu agressor que você tem uma doença ou está menstruada? Não entendo como isso pode evitar que alguém deixe de ser abusada’, afirmou a estudante Leah McFann à KRDO, afiliada da rede de TV americana CNN.

Outro lado

Para Tom Hutton, porta-voz da universidade, a lista foi tirada de contexto. Em entrevista à KRDO afirmou que a lista “foi uma informação adicional direcionada às mulheres que concluíram o curso de defesa pessoal no campus”.

Hutton afirmou que a lista foi criada em 2006, mas foi atualizada devido a casos recentes de estupro no Colorado.

Na semana passada, os parlamentares do estado discutiram um projeto de lei que visa a banir armas de fogo nos edifícios dos campi universitários estaduais.

O debate ganhou visibilidade depois que o senador democrata Joe Salazar fez declarações polêmicas sobre a forma como as mulheres devem se proteger dentro das universidades.

— Se você pressentir que será estuprada ou achar que está sendo seguida, ou mesmo se você acredita estar em uma situação complicada e na verdade não estiver, você pode cometer um grande erro se apertar o gatilho ou sair atirando.

Posteriormente, Salazar desculpou-se pelos comentários.

Fonte:R7

Advogada da Globo pede demissão para ser escalada em novela

a-morena-vai-mudar-de-tras-da-mesa-de-escritorio-para-atras-das-camerasUm táxi atrasado ameaçava estragar o dia da advogada da Rede Globo Camilla Carandino. Há cerca de duas horas aguardando um veículo solicitado na porta do Projac, ela jamais imaginaria que aquela espera iria mudar sua vida. Atriz nas horas vagas, Camilla conheceu o escritor Walther Negrão, que teve forte empatia pela morena e pediu que ela lhe enviasse o currículo de atriz. O autor de novelas gostou do que viu e decidiu chamá-la para integrar o elenco da nova novela das seis, Flor do Caribe, que estreia no dia 11 de março.

“Conheci o Walther aqui no Projac. Foi mágico. A gente se cumprimentou na portaria, e ele perguntou meu nome. Disse que era a Camila, do jurídico. Ele estranhou e pensou que eu era do departamento artístico. Contei que também era atriz. Ele disse então que iria me roubar”, relembra. “Não acreditei, é a grande chance da minha vida. Isso não acontece duas vezes com a mesma pessoa. É realmente incrível”, acrescenta.

Radiante com o convite, Camilla teria que decidir se daria uma guinada de 180° em sua vida. Diante da impossibilidade de conciliar as funções, a saída seria pedir demissão do trabalho estável no departamento jurídico e assinar para trabalhar na nova obra da emissora, de forma temporária. A atriz e advogada confessa que a decisão foi difícil, mas o sonho de criança de estabelecer uma carreira no campo das artes pesou mais.

“É óbvio que deu medo. São seis anos e oito meses aqui, investindo e estudando bastante. É uma coisa que não vou tirar de mim. Tenho essa aptidão, graças a Deus, mas o meu sonho é ser atriz. Estou investindo tudo. É um risco, pois é um contrato por obra. Estou abrindo mão de um contrato indeterminado. O mundo é de quem se arrisca, né?”, afirma Camilla, que será a intérprete de Teresa, a hostess de bar chamado “Flor do Caribe”, onde muitos personagens circularão, dentro da fictícia Vila dos Ventos.

Camilla ainda não iniciou as gravações. Deve começar a fazer isso em duas semanas, já que sua personagem só aparecerá a partir do capítulo 34 da trama. Até lá, exatamente no dia 28 de fevereiro, segue como advogada do departamento jurídico da Globo, ainda que o exame demissional tenha sido feito exatamente nesta terça-feira (19).

Fonte: G1

Poeta Ivo Júnior diz que renúncia do Papa é um fato histórico

Nós, habitantes do Planeta Terra, estamos vivenciando um fato histórico. Trata-se da renúncia do Papa Bento XVI.

Muita especulação circula nos veículos de comunicação em torno da anunciada renúncia do Chefe Supremo da Igreja Católica.

Perguntamos a nós mesmos quais seriam os reais motivos que levaram o católico alemão ter tomado tal atitude: os conflitos de grupos internos da Igreja? Os documentos secretos do Papa que foram roubados pelo mordomo do Vaticano e entregues à imprensa italiana? A idade avançada do Papa que desencadeou uma série de problemas de saúde? Atos de pedofilia envolvendo padres e bispos? O somatório de todos os pontos apresentados ou algo que somente no futuro tornar-se-á revelado? Não sabemos. O que sabemos mesmo é que somos testemunhas oculares de um fato histórico: A RENÚNCIA DO PAPA BENTO XVI.

Poeta Ivo Júnior ( Salgueiro – PE)

Poema “Carnaval em Belmonte”

CARNAVAL EM BELMONTE

Foi o melhor dos carnavais
em que já participei na vida
em São José do Belmonte,
cidade eternecida.
Como um real folião…
nos clubes, pelas avenidas
e em carros alegóricos
muito gostei da guarida.
O Carnaval Belmontense
é um dos melhores existentes
que em clima seco, excelente,
brincamos muito contentes.

Autor: Antonio Cícero da Silva(Águia),
escritor e poeta, filho de São José do Belmonte/PE.

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém terá novos efeitos especiais e novo figurino‏

Passado o Carnaval, as atenções concentram-se agora na chegada da Semana Santa e, com ela, mais uma temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, o tradicional e grandioso espetáculo realizado na monumental cidade-teatro localizada no município do Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano. Todos os anos, a peça teatral atrai cerca de 70 mil pessoas entre adultos e jovens que vão assistir a cenas emocionantes e de rara beleza, comparadas às superproduções cinematográficas. Este ano, a temporada será realizada de 22 a 30 de março e os ingressos custam de R$ 60,00 a R$ 90,00,divididos em até 12 vezes no cartão de crédito nas compras feita no site oficial (www.novajerusalem.com.br).

A encenação conta a história dos últimos dias de Jesus começando pelo “Sermão da Montanha” e encerrando com a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus. A peça, que se desenrola em nove palcos-plateias que são réplicas de palácios, templos e lugarejos da Jerusalém de 2 mil anos atrás, tem a participação de mais de 500 atores e figurantes. Nos papeis principais, a Paixão de Cristo, este ano, traz como artistas convidados os atores globais Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro, no papel de Madalena e Carlos Casagrande como Pilatos. Eles vão contracenar com  os já consagrados atores pernambucanos José Barbosa, que interpreta Jesus, e Luciana Lyra, que será Maria. A direção artística é de Carlos Reis e Lúcio Lombardi.

Este ano, além a inclusão de novos efeitos especiais, será utilizada na apresentação uma tropa de seis cavalos adestrados da raça “Puro Sangue Lusitano”, vindos de São Paulo, que formarão a cavalariça do Governador Pôncio Pilatos e também participarão da cena do Calvário. Outra novidade será a renovação geral nas 800 peças que compõem os figurinos e adereços.

 

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