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Educação, ciência e tecnologia na ONU

Paiva Netto

No dia 16 de maio, ocorre na sede da ONU, em Nova York, EUA, na aclamada Câmara do Ecosoc, um fórum da sociedade civil e do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas com a pauta “Construindo parcerias no campo da educação por meio da ciência, da tecnologia e da inovação”. O debate está sendo organizado por um comitê formado pela Legião da Boa Vontade, a Associação Mundial de Estagiários e Colaboradores Reformados da ONU e a Fundação Global de Desenvolvimento do Milênio, em suporte à Seção de ONGs do Departamento de Assuntos Socioeconômicos da ONU.

O ato solene de abertura contará com o presidente do Ecosoc, dr. Nestor Osorio. A LBV também fará uma apresentação, intitulada “Promovendo desenvolvimento e inclusão social por meio da educação e da tecnologia”.

O fórum terá ainda palestrantes de universidades de vários países e especialistas no uso das tecnologias da informação e comunicação aplicadas nas mais modernas formas de ensino.

BRASILEIRO DIRIGIRÁ A OMC

É um grande reconhecimento ao Brasil a escolha do diplomata Roberto Carvalho de Azevêdo, natural de Salvador/BA, para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), a partir do mês de setembro deste ano até 2017. O anúncio formal foi feito nesta terça-feira, 14, em reunião do Conselho Geral da OMC, conforme nota do Itamaraty. Desde que foi criado, em 1995, será a primeira vez que um latino-americano presidirá o órgão.

Saudamos também sua digníssima esposa, a embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, chefe da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas e outros organismos internacionais em Genebra, Suíça. Em 2011, tivemos a honra de contar com sua participação no painel temático organizado pela LBV, na Reunião de Alto Nível do Ecosoc, em Genebra.

CAMPANHA CORAÇÃO AZUL

Há alguns anos venho ressaltando em artigos e livros que o abominável tráfico de seres humanos deve ser fortemente combatido. É imensa a preocupação das mães com a segurança dos filhos. Muito oportuna, pois, a adesão de nosso país à Campanha “Coração Azul — Contra o tráfico de pessoas”, que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou na quinta-feira, 9/5, na sede do Ministério da Justiça, em Brasília/DF.

A Legião da Boa Vontade — coração azul que há mais de seis décadas pulsa pela Solidariedade no mundo — apoia essa ação e convida você a participar da corrente do Bem e compartilhar essa iniciativa.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Brasília e o destino dos povos

Paiva Netto

No domingo, 21 de abril, Dia de Tiradentes, Brasília completou 53 anos. O Brasil é reconhecidamente uma nação mestiça, em que há espaço para todos conviverem em harmonia. É natural que Brasília carregue em si o simbolismo dessa representação.

O Templo da Boa Vontade, cujas portas abri em 21/10/1989, é igualmente um brado diário dessa consciência de Paz. O destino dos povos é o Ecumenismo Total. Assim caminham os seres humanos, apesar dos pesares.

APRENDIZADO INFINITO

No artigo anterior, trouxe-lhes um trecho da entrevista do dr. Marco Antonio Zito Alvarenga, advogado criminalista e presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo (CPDCN), na Boa Vontade TV (canal 23 da SKY). Ele destacava a educação no findar do racismo, pelo conhecimento do valor da cultura negra na formação de nosso país.

Tendo em vista a importância do ensino e da diversidade de seu conteúdo que ilumina as mentes, recordo que ao anunciar, em 25 de janeiro de 1986, quando da inauguração da Supercreche Jesus, em São Paulo, o advento do Instituto de Educação Boa Vontade, também na capital bandeirante, resumi em poucas palavras sua filosofia de trabalho: Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração. Trata-se da Pedagogia de Deus, que é Amor, a qual prepara o indivíduo para viver a Cidadania Ecumênica, firmada no exercício pleno da Solidariedade Espiritual, Humana e Social. Daí há tanto tempo afirmar que é urgente difundir a Pedagogia do Amor, do Carinho, do Afeto, da Misericórdia, da Justiça, a Pedagogia do Cidadão Ecumênico. Elas são suplementares e imprescindíveis ao sustento da Alma. Medicamentos energéticos para a cura de enfermidades, a começar pelas psíquicas, que prejudicam a absorção das lições necessárias ao enriquecimento intelectual e moral dos estudantes, que não constituem apenas os que frequentam as escolas, porquanto o simples fato de viver é constante ensinamento. O bom gosto da vida é o aprendizado infinito.

“CULTURA PELA PALAVRA”

O músico Gilberto Gil e o sociólogo Juca Ferreira lançaram no Rio de Janeiro/RJ, no dia 9 de abril, o livro “Cultura pela palavra”.

A obra, organizada por Armando Almeida, Maria Beatriz Albernaz e Mauricio Siqueira, é composta de artigos, entrevistas e discursos dos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira no período em que comandaram a pasta.

Grato pelas dedicatórias que recebi dos autores: “Palavras ditas e escritas para ajudar o desenvolvimento cultural do país, Juca Ferreira”; e, “Paiva Netto, um pouco do nosso texto ministerial, com carinho, Paz! Gilberto Gil”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Educação afasta o racismo

Paiva Netto

Evidenciar o respeito às diferentes etnias pavimenta a vivência pacífica entre seres humanos e nações. Há poucos dias, a Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) abordou, no programa “Sociedade Solidária”, o Estatuto da Igualdade Racial, instituído pelo governo do Brasil em 20/7/2010. Uma entrevista com o dr. Marco Antonio Zito Alvarenga, advogado criminalista e presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo (CPDCN), trouxe-nos especial contribuição.
Da sua palavra, este trecho esclarecedor: “O Estatuto da Igualdade Racial, na verdade, não tem uma efetividade do poder de punir. Ele define o que é racismo, define políticas públicas, define o que deve ser feito no sentido da diminuição do fosso entre negros e brancos, indígenas… O que deve ser aplicado legalmente para a punição é a Constituição Federal primeiro, que prevê o crime de racismo como inafiançável e que não prescreve. Depois, a Lei 7.716/89, que prevê pena de um a cinco anos para racismo; e mais ainda o artigo 140, parágrafo 3o do Código Penal, que prevê o tipo penal definido como injúria racial. Então, esses são os instrumentos legais. Agora, não basta só isso”.
Atentemos, pois, para a prática que o dr. Marco Antonio aponta. A observância legal enriquece nossa cultura e, por consequência, valoriza todas as etnias que formam a sociedade brasileira: “Sou um apaixonado pelo Direito Penal, mas acho que o racismo tem que ser banido não através da punição, mas também pela educação. E pela educação é que vamos visibilizar a importância do povo negro na construção deste país. E para que isso ocorra, há que se aplicar a Lei 10.639/03. Que lei é essa? É a lei que prevê a aplicação, ou seja, o aprendizado da história da população negra ou do afro desde sua origem. E a importância disso não é só para os negros, é também para os não negros, que assim terão uma visão diferenciada da nossa participação na construção deste país”.
A experiência do dr. Marco Antonio Zito Alvarenga na militância pela justa causa da igualdade racial merece ser levada em consideração.

DALCIDES BISCALQUIN LANÇA LIVRO E CD
Todos temos algo de bom a oferecer ao mundo. Observamos isso no livro “Por onde o amor me leva” e no CD “Alma & Coração” que o escritor, jornalista e cantor Dalcides Biscalquin lançou recentemente. Falando à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, ele comentou: “Quando escrevi ‘Por onde o amor me leva’, eu pensava em ajudar aquelas pessoas que estão mais necessitadas, sozinhas, que passam por um período difícil. É isso que quero com esse livro”.
Agradeço seu estímulo aos Legionários da LBV: “Parabéns pelo trabalho de vocês! E que bom, nesse momento, a gente estar junto como parceiros, porque nosso objetivo é o mesmo. Minha mãe me dizia que queria sempre ajudar as obras que vocês têm, de Boa Vontade, e ela sempre ajudou. Hoje, olho o trabalho de vocês e digo: ‘Que bom que Deus fala ao mundo por vocês’”.
Grato ainda ao estimado Dalcides pelas mensagens que me enviou em seu livro e CD, respectivamente: “Sempre olho para a LBV como um sinal de que Deus acredita na Humanidade! Com amor e paz”; e “Paiva Netto, sempre admiro seu trabalho. Você e sua obra são sinais do Amor de Deus”.
A generosa Alma do autor está bem descrita pela jornalista Mariana Godoy, no prefácio do livro: “A experiência acadêmica vivida por Dalcides lhe deu a certeza de que seu trabalho nesta vida é ajudar o próximo a compreender o que ele compreende: o poder do amor”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Ecumenismo dos corações e Esperanto

Paiva Netto

O Esperanto, criado por Lázaro Luís Zamenhof (1859-1917), é uma das vertentes culturais da Legião da Boa Vontade de grande relevância. Por intermédio dele, o idioma deixa de ser um obstáculo na exposição de nossos conceitos e práticas de solidariedade, que tem, no Ecumenismo dos Corações, decisivo fator de congraçamento planetário.

Em 2012, para gáudio nosso, Adrienne Földi, a senhora Pásztor, de Miskolc, Hungria, fez uma expressiva resenha de meu livro “Reflexões da Alma”, em Esperanto, para a revista “Nordhungaria Informo” (Informativo do Norte da Hungria) nas versões em Esperanto e Húngaro. Além de redatora responsável do periódico, ela é delegada da Associação Universal de Esperanto (UEA) e membro da Associação Mundial dos Jornalistas Esperantistas (TEĴA).

Recentemente, recebi da senhora Pásztor uma correspondência encaminhando sua obra “Danco de Feinoj” (Dança de Fadas), da qual gostaria de lhes apresentar alguns trechos.

Simpatizante e divulgadora dos ideais da LBV desde 2008, escreveu-me:

“Saudações, prezadíssimo senhor Paiva Netto!

“Quando tive a felicidade de ler o seu livro “Meditadoj el la Animo” (“Reflexões da Alma”), lamentei não ter um livro de minha autoria para presenteá-lo em retribuição à sua bela obra. Agora foi publicado o meu primeiro em Esperanto, após as minhas duas obras editadas em Húngaro. Por meio dele, eu o saúdo. Meu livro tem como objetivo estimular os esperantistas para que eles também escrevam corajosamente sobre os mais diversos temas da vida, para demonstrar que o Esperanto é adequado a esse fim.

“De coração o saúda a autora de ‘Danco de Feinoj’ (Dança de Fadas)”.

Registro aqui meu agradecimento a essa nossa irmã em Humanidade.

MINO CARTA

Encontra-se no mercado editorial “O Brasil”, a mais nova obra do jornalista Mino Carta, diretor de Redação da revista “Carta Capital”. Com uma narrativa que se inicia a partir da morte de Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, o livro tem o posfácio assinado por Alfredo Bosi, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O autor é também um exímio pintor. Lembro-me com satisfação da oportunidade que tive, em 17 de maio de 1994, de visitar a Exposição “Mino Carta — 40 Anos de Pintura”, no MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). Com honra para mim, Mino Carta cortesmente acompanhou-me descrevendo cada um dos seus trabalhos. Aliás, um dos quadros preferidos do pintor, “Homem antes de ser avô”, está hoje em exposição permanente no Conjunto Ecumênico do Templo da Boa Vontade, em Brasília, a exemplo de outras expressivas obras dele: “O Político”, “Jardim”, “Estudo para uma anunciação” e “Paisagem 3”.

Aproveito para agradecer a dedicatória que me fez em seu “O Brasil”: “Ao José de Paiva Netto, com o abraço mediterrâneo de Mino Carta”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Ressurreição versus aborto

Paiva Netto

Domingo de Páscoa. O ponto culminante da Semana Santa vem aí. É um dia especial de confraternização entre as famílias. Muito além dos festejos, a data comemora o maior dos milagres, a Ressurreição de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista.

Firmado nesse marco histórico e na esperança de vida em abundância que ele acendeu nas Almas, invoco aos seres humanos misericórdia pelos inocentes no útero materno, direito adquirido no instante da concepção e, espiritualmente, antes mesmo dela.

Nem é preciso buscar argumentos religiosos para essa defesa. Basta o testemunho da biomédica dra. Lílian Piñero Eça, Ph.D. em biologia molecular pela Universidade Federal de São Paulo, presidente do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco e diretora científica do Centro de Atualização em Saúde. Ela afirma com conhecimento de causa que “o início da vida humana é o encontro do espermatozoide e do óvulo. Ali se formam as células-tronco embrionárias, que darão origem ao ser humano; são intocáveis. Lá temos todas as proteínas e a sinalização para o futuro cérebro, as perninhas, os bracinhos”. (…)

Realmente, o próprio avanço científico apresenta-nos a consciência de que o aborto é impraticável do ponto de vista ético e, acima de tudo, humano.

Faço votos de que o divino significado de Jesus ressurreto renove e ilumine o respeito que devemos à vida em todos os seus estágios.

SOS CALAMIDADES

O sofrimento das criaturas nos comove muito. Sempre queremos realizar algo para, pelo menos, diminuir os fardos que elas carregam. Agora mesmo, nas cidades de Petrópolis e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, mobilizamos esforços, com a campanha “LBV — SOS Calamidades”, no socorro da população afetada por fortes chuvas. A iniciativa tem como parceiros a Super Rádio Brasil (940 AM); o Mega Box Atacadista; o Grupo Ancar; o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam); a Polícia Militar, por meio da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP Fazendinha); e o Portal do Vale Tudo.

A LBV em Petrópolis e na capital carioca são postos de arrecadação. Dentre os itens mais solicitados estão: água potável, alimentos não perecíveis, materiais de higiene pessoal e limpeza, fraldas geriátricas e infantis. Para outras informações, acesse www.boavontade.com.

Faça parte desse time de solidariedade. Desde que foi criada, em 1º de janeiro de 1950, pelo saudoso radialista Alziro Zarur (1914-1979), a LBV vem demonstrando que é possível, pelo Ecumenismo dos Corações, trabalharmos por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz.

ARIEL PALACIOS

“Os Argentinos”, livro de autoria do jornalista Ariel Palacios, foi lançado no Rio de Janeiro na última quinta-feira (21/3). O autor é correspondente da GloboNews e do jornal “O Estado de S. Paulo” em Buenos Aires, onde atua desde 1995.

Deixo aqui meu agradecimento a ele pela fraterna dedicatória que recebi em um exemplar da sua obra: “Ao querido Paiva Netto, figura essencial da sociedade brasileira. Com admiração e afeto, abraços, Ariel. 21/03/13 – Rio”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Quadra Poliesportiva Jornalista Luiz Mendes

Paiva Netto

No dia 7 de março (quinta-feira), a Legião da Boa Vontade prestou homenagem ao saudoso jornalista Luiz Mendes (1924-2011), inaugurando uma quadra poliesportiva com o nome dele, no Centro Educacional da Instituição, em Del Castilho, no Rio de Janeiro/RJ.

A solenidade foi prestigiada pela viúva do saudoso comentarista esportivo, a atriz e radialista Daisy Lúcidi; pelo filho Luiz Mendes Junior e sua esposa, Eglê Miranda. Compareceram ainda profissionais da imprensa carioca que repercutiram o evento nas rádios Globo, CBN, BandNews, Bradesco Esportes FM, JBFM, Nacional e Tupi; no jornal “Monitor Mercantil”; nos sites ABI (Associação Brasileira de Imprensa), AIB (Associação de Imprensa da Barra da Tijuca) e Monitor; e nas TVs Fox Sport e Esporte interativo.

Na ocasião, a nossa querida Daisy Lúcidi assim se expressou: “Estou muito emocionada, mas muito feliz. Muito obrigada! Onde ele estiver, está recebendo esta homenagem. Quero agradecer ao Paiva Netto, que conhecemos também, por todo esse esforço de um dia realizar esse grande Centro [Educacional] da LBV. E dizer a todos vocês que continuamos ao lado da Legião da Boa Vontade, continuamos trabalhando pela LBV. Sempre que vocês precisarem, podem contar conosco. Muito agradecida por tudo”.

SAUDAÇÃO AO PAPA FRANCISCO

O Ecumenismo das Almas pelo qual tanto nos empenhamos, cultura de Paz que desejamos ver estabelecida nos corações, oferece-nos o ensejo de saudar o novo Papa, eleito na quarta-feira, 13/3, em conclave no Vaticano, para comandar a Igreja Católica Apostólica Romana. Que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, primeiro Papa latino-americano da história, alcance os bons propósitos de sua nova missão, revestida de grande responsabilidade espiritual. Pedimos a Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, e a Francisco de Assis, o Patrono da LBV, que lhe inspirem as ideias e as ações.

Estendemos igualmente nossos respeitos e votos de paz e saúde ao Papa Emérito Bento 16.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Combate à violência contra mulheres e meninas

Paiva Netto

Celebramos o Dia Internacional da Mulher em 8 de março, contudo, nada nos impede de tocar no assunto em qualquer ocasião. Defendo sempre que dignificar a mulher é valorizar o homem. Provê-la do apoio necessário, com o acesso à educação de qualidade, a um sistema eficiente de saúde e segurança, é dever do Estado e compromisso de todos nós. O respeito e uma boa orientação material e espiritual às mulheres lhes possibilitam atingir o grau de excelência nas atribuições que exerçam, por exemplo, no papel de mãe generosa, devidamente preparada para formar cidadãos dignos. Cabe aqui repetirmos o pensamento do educador norte-americano Charles Mclver (1860-1906): “Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família”.

Na abordagem desse tema, de interesse geral, com muito prazer trago-lhes trecho da entrevista que a ilustre dra. Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), concedeu no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, em 22 de janeiro deste ano. No ensejo, ela comandou um ato ecumênico em prol da tolerância religiosa, assinando, juntamente com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a portaria de criação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa.

Ao discorrer sobre o 8 de Março, especialmente para a revista “Boa Vontade Mulher”, declarou:

“Interessante é que estávamos falando aqui hoje de tolerância, de paz, de não violência. Uma vez li que, se os acordos de paz fossem construídos com a presença mais efetiva das mulheres, a paz seria mais rapidamente conquistada. As mulheres nas guerras, na situação urbana, nos conflitos diante da morte tão precoce dos meninos no nosso país, no mundo, ou das meninas, dos maridos, dos companheiros, as mulheres perdem e sofrem muito com a violência. Seja a violência de gênero ou quando perdem também aqueles que amam.

“Oito de março é uma data fundamental no Brasil e no mundo, porque tem a capacidade de mobilizar por igual a sociedade, percebendo o valor da mulher, superando preconceitos.

“No Brasil, temos uma mulher na presidência. A presidenta Dilma representa muito para todas nós. Temos ainda várias ministras. Inclusive, permitam-me uma homenagem à ministra Eleonora Menicucci, que responde pela Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República. Trabalhamos muito integradas. (…)

“Mas temos muitos desafios, porque lamentavelmente a violência ainda tem uma perspectiva de gênero. As mulheres no ambiente familiar vivenciam e muito a situação da violência, que deve ser superada em todas as idades”.

SITUAÇÃO DA MULHER NA ONU

O jornalista Enaildo Viana, da mídia da Boa Vontade, que conduziu a entrevista com a ministra, lembrou que a Lei Maria da Penha — elogiada internacionalmente — é reconhecida como uma das legislações mais avançadas de proteção à mulher. Por sinal, entre 4 e 15 de março de 2013, na sede das Nações Unidas, em Nova York (EUA), a LBV — que possui status consultivo geral no Conselho Econômico e Social da ONU — participará da 57ª  sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que reúne delegações dos países membros do organismo e representantes internacionais da sociedade civil. Os debates terão como foco “A eliminação e prevenção de todas as formas de violência contra as mulheres e meninas” e reafirmarão ações em favor “da divisão igualitária de responsabilidades entre mulheres e homens, incluindo o cuidado no contexto do HIV/aids”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Combater drogas e alcoolismo

Paiva Netto

Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Evidenciar essa data, celebrada em 20 de fevereiro, é valioso para a saúde em geral, em particular a de nossos jovens. É desde cedo que se aprende como é ingrato o destino que as drogas e o álcool apresentam às criaturas.

As lamentáveis consequências saltam aos olhos de todos. Basta ver quantas vítimas no trânsito, a infelicidade no seio das famílias, os altíssimos custos que acarretam ao sistema de saúde. Apenas para citar o álcool, segundo o Ministério da Saúde, estima-se um número de dependentes entre 10% e 15% da população mundial.

As iniciativas que têm por finalidade tratar humanamente dos que caíram nessas armadilhas do vício ou cuidar da prevenção contra esses males merecem todo o apoio e incentivo. Combater o que faz mal às pessoas é também legítima caridade.

BONIFÁCIO, KENNEDY, SHAW E O MUNDO INVISÍVEL

John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), em seu discurso diante do Parlamento, no dia 28 de junho de 1963, em Dublin, Irlanda, afirmou que “George Bernard Shaw, falando como um irlandês, sugeriu uma nova perspectiva à vida. ‘Algumas pessoas’, ele disse, ‘veem as coisas e perguntam: Por quê? Mas eu sonho com coisas que nunca existiram — e questiono: Por que não?’”.

E, como um descendente de imigrantes irlandeses, prossegue JFK: “É esta a qualidade do povo irlandês: a notável combinação de esperança, convicção e imaginação — que, mais do que nunca, é preciso ter. Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos ou cínicos, cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Precisamos de homens capazes de imaginar o que nunca existiu e de questionar ‘por que não?’”.

Ora, essas também são qualidades do nosso bom povo brasileiro, iluminado de esperança, por pior que seja a conjuntura. Numa hora de satisfação, exclamou o notável José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o Patriarca da Independência: “Os brasileiros são entusiastas do belo ideal, amigos da sua liberdade”.

Ditas todas essas coisas, fica claro aos que “têm olhos de ver e ouvidos de ouvir” que o aprendizado neste mundo ainda é incompleto. O entendimento hodierno da Vida Espiritual é semelhante ao da Lei da Gravitação Universal, de Newton (1643-1727), com as presentes contribuições de Einstein (1879-1955). Apenas como argumento, poderíamos dizer que não adiantaria simplesmente negá-la, porquanto nosso saber científico contemporâneo não alcançou por inteiro todas as leis que a regem.

Realmente, é necessário reiterar o ensinamento: a reforma do social começa no Espiritual. Ponto de vista que viemos discutindo e desenvolveremos no transcurso das explicações do Evangelho-Apocalipse de Jesus, em Espírito e Verdade pelo prisma do Seu Mandamento Novo, “amai-vos como Eu vos amei”.

  José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Comitê Nacional de Diversidade Religiosa

Paiva Netto

Estamos na Semana Mundial da Harmonia Inter-religiosa (1º a 7 de fevereiro), que as Nações Unidas (ONU) promovem desde 2010. Oportunamente, a Nave do Templo da Boa Vontade, o Templo da Paz, em Brasília/DF, abrigou, no dia 22 de janeiro, um Ato Ecumênico promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH). A cerimônia celebrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Mundial da Religião.

A solenidade também marcou oficialmente a instalação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa, com a assinatura da portaria governamental pelos ilustres ministros de Estado presentes: dr. Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e dra. Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH). A convite da SDH, assinaram o documento todos os religiosos que ali compareceram. Pela Religião de Deus, estavam o ministro-pregador Émerson Damásio e meu filho Alziro de Paiva, que me representaram na ocasião solene.

A ministra Maria do Rosário declarou: “O que desejamos para o Brasil, neste ano de 2013, é a coerência, um encontro que há entre o sentimento da presidenta Dilma Rousseff e o sentimento de vocês; o sentimento de um Brasil unido, onde sejamos capazes, sempre, cada vez mais, de assumirmos os desafios de construção da Paz, todos os dias — que significa justiça social (não naturalização da violência) —, de respeito à diversidade e de entendimento amplo do que significam, enfim, direitos humanos”.

Em seu discurso, comentou o ministro Gilberto Carvalho: “Nem preciso dizer da conveniência de estarmos reunidos com esse objetivo, de estimular o diálogo, a Cultura de Paz, justamente num Templo que é destinado para o cultivo da Paz, lugar de acolhida de tantos milhões de pessoas, que vêm em busca da Paz espiritual e da paz do mundo. (…) Em nome da presidenta Dilma, tanto a ministra Maria do Rosário quanto eu estamos aqui exatamente para lhes dizer, para firmar a vontade clara do governo brasileiro de nos incluirmos nessa perspectiva da Cultura de Paz. (…) A nossa palavra, portanto, de gratidão às lideranças religiosas, às lideranças espirituais que estão aqui, representando os seus grupos, é de um convite para que continuemos nessa perspectiva. Como diz muito bem o Irmão Paiva Netto: ‘Religião não rima com intolerância’. (…) Essa iniciativa [o Comitê Nacional de Diversidade Religiosa] contribui para esse diálogo, para a construção dessa verdade múltipla que vai chegar a Deus e chegar à Paz”.

Na mesma data, extraímos uma lição do depoimento de dona Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa, representante do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic): a pessoa pode na escola, no ônibus, em qualquer lugar, sentar-se ao lado de outra e conversar. Mas por que, quando falam de suas confissões religiosas, isso serve para separá-las?

Fortaleçamos, portanto, a partir da Religião, o aprendizado do respeito, que deve reger a convivência humana.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Pela tolerância religiosa, um caminho para a Paz

Paiva Netto

Na próxima segunda-feira, 21/1, a partir das 9 horas, ocorrerá na Cinelândia, no Rio de Janeiro/RJ, importante iniciativa inter-religiosa, “Cantando a gente se entende”. O evento, que celebrará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, será promovido pela Comissão contra a Intolerância Religiosa (CCIR) e terá o apoio da Globo-Rio (Rede Globo de Televisão).

A Religião de Deus, a Religião do Amor Universal, participará do ensejo com estande, apresentações musicais, culturais e celebrativas.

Na terça-feira, 22/1, às 14h30, no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) realizará um Ato pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e pelo Dia Mundial da Religião. Segundo nos informa a assessora da Política de Diversidade Religiosa da SDH, sra. Marga Janete Ströher, na mesma data, a ilustre ministra Maria do Rosário Nunes anunciará a portaria da criação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa.

Esses dois importantes eventos contarão com a presença de diversas tradições religiosas e espirituais.

O nosso contributo terá como fundamentos o Ecumenismo Irrestrito, o Ecumenismo Total, o Ecumenismo dos Corações e o Ecumenismo Divino. São quatro pilares que vimos desenvolvendo em ações práticas desde 1950, quando Alziro Zarur (1914-1979) começou no Brasil, na sede da ABI, Associação Brasileira de Imprensa, o diálogo inter-religioso com a Cruzada de Religiões Irmanadas.

ARMAGEDONS, DESPERDÍCIO E CRACK

Aprendamos a respeitar a Vida, do contrário a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o programa “Boa Vontade”, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse de Jesus, 16:16) se refere apenas à possibilidade de guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas qualquer desrespeito às criaturas, que nem mesmo podem defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo material e espiritual é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca e das inundações padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um gerador de Armagedons. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí… criado por nós.

E vejam só a conclusão do recente estudo inglês, “Global Food; Waste not, Want not”, que constitui outro inacreditável Armagedom. Ele aponta que, a cada ano, cerca de dois bilhões de toneladas de alimentos têm como destino o lixo. É simplesmente metade da comida do planeta. Esses números, sobre o desperdício que ocorre no mundo, revelam paradoxo capaz de questionar nossa própria condição de civilizados.

Entretanto, os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco, só para citar alguns, são, portanto, lamentáveis Armagedons a serem superados. Diz uma campanha do governo brasileiro: “Com o compromisso de todos é possível vencer o crack”. Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho.

PERTO DE JESUS, LONGE DOS PROBLEMAS

Digo sempre aos jovens na LBV: Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas.

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Pela tolerância religiosa, um caminho para a Paz

Paiva Netto

Na próxima segunda-feira, 21/1, a partir das 9 horas, ocorrerá na Cinelândia, no Rio de Janeiro/RJ, importante iniciativa inter-religiosa, “Cantando a gente se entende”. O evento, que celebrará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, será promovido pela Comissão contra a Intolerância Religiosa (CCIR) e terá o apoio da Globo-Rio (Rede Globo de Televisão).

A Religião de Deus, a Religião do Amor Universal, participará do ensejo com estande, apresentações musicais, culturais e celebrativas.

Na terça-feira, 22/1, às 14h30, no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) realizará um Ato pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e pelo Dia Mundial da Religião. Segundo nos informa a assessora da Política de Diversidade Religiosa da SDH, sra. Marga Janete Ströher, na mesma data, a ilustre ministra Maria do Rosário Nunes anunciará a portaria da criação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa.

Esses dois importantes eventos contarão com a presença de diversas tradições religiosas e espirituais.

O nosso contributo terá como fundamentos o Ecumenismo Irrestrito, o Ecumenismo Total, o Ecumenismo dos Corações e o Ecumenismo Divino. São quatro pilares que vimos desenvolvendo em ações práticas desde 1950, quando Alziro Zarur (1914-1979) começou no Brasil, na sede da ABI, Associação Brasileira de Imprensa, o diálogo inter-religioso com a Cruzada de Religiões Irmanadas.

ARMAGEDONS, DESPERDÍCIO E CRACK

Aprendamos a respeitar a Vida, do contrário a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o programa “Boa Vontade”, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse de Jesus, 16:16) se refere apenas à possibilidade de guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas qualquer desrespeito às criaturas, que nem mesmo podem defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo material e espiritual é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca e das inundações padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um gerador de Armagedons. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí… criado por nós.

E vejam só a conclusão do recente estudo inglês, “Global Food; Waste not, Want not”, que constitui outro inacreditável Armagedom. Ele aponta que, a cada ano, cerca de dois bilhões de toneladas de alimentos têm como destino o lixo. É simplesmente metade da comida do planeta. Esses números, sobre o desperdício que ocorre no mundo, revelam paradoxo capaz de questionar nossa própria condição de civilizados.

Entretanto, os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco, só para citar alguns, são, portanto, lamentáveis Armagedons a serem superados. Diz uma campanha do governo brasileiro: “Com o compromisso de todos é possível vencer o crack”. Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho.

PERTO DE JESUS, LONGE DOS PROBLEMAS

Digo sempre aos jovens na LBV: Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas.

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Ano-Novo e autoestima

Paiva Netto

Cada ano que desponta renova a esperança em dias mais felizes. Previsões são feitas, metas estabelecidas. Entretanto, nada se modificará se não soubermos que, por detrás do ideário de um mundo melhor, é indispensável, logo em primeira instância, uma postura íntima, espiritual-ecumênica, exteriorizada em boas ações. Há décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano, exclamei: Ano-Novo! Ano-bom? Depende de nós!

O DOM DA VIDA

O sofrimento é uma realidade. Mas deverá ser eternamente assim? A vida é um dom. O Ser Humano, porém, precisa reconhecer o próprio valor, que se inicia no Plano Espiritual, de onde todos viemos. Quando se fala em desenvolvimento da autoestima da população se pensa, às vezes, somente no “desfavorecido da sorte”. Este, em diversas ocasiões, demonstra mais força de vontade do que o “bem situado”. Senão como explicaríamos a sua sobrevivência? Vejam o exemplo das mães pobres. A elite de um país é o seu povo; o que significa afirmar que desse modo deve ser tratado, para que qualquer nação cresça. Não inveje “quem está por cima”. Enquanto se faz isso, não se avança. Lembro-me de que, no colégio, aprendi que Eduardo VIII (1894-1972) – aquele que abdicou do trono da Inglaterra porque se apaixonou pela americana Wallis Simpson – tinha, digamos, uma tremenda baixa autoestima. O pai, Jorge V, que era dominador, não acreditava nele. Portanto, não julguem apenas pela aparência ou pelo status social das criaturas quando o assunto for psicológico.

Nossa fortaleza vem de dentro. Logo, a prece é um fator essencial para nos fortificar. Não é esconderijo de covardes. Orar robustece! Por isso, vou concluir estas simples palavras com uma oração de Jesus. Sabendo Ele que as criaturas estão constantemente apressadas, deixou uma oração curtinha, embora muito eficiente. Perfeita para começar o ano, ou qualquer hora: É a Prece Ecumênica do Cristo, o Pai-Nosso, que diz:

Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome.

Venha a nós o Vosso Reino.

Seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.

Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores.

Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder,

e a Glória para sempre.

Amém!”.

Que essa mensagem tenha feito bem a Você, para que acredite ainda mais na preciosidade que é a sua existência e siga em frente porque Deus está presente! E se for ateu, prossiga adiante, mas fazendo o Bem, pois vale a pena viver.

TOM JOBIM E O PARLAMUNDI DA LBV

O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, em Brasília/DF, comemorou, neste último 25/12, 18 anos de existência. Desde que foi fundado no Natal de Jesus, em 1994, o ParlaMundi da LBV tornou-se referência de um local aberto à troca de ideias e proposições ecumênicas visando à Paz Mundial.

Um dos seus mais destacados incentivadores, Tom Jobim, saudoso expoente da música brasileira e um dos criadores da Bossa Nova, antes de voltar à Pátria Espiritual, em 8/12/1994, registrou seu carinho pela iniciativa em um clipe para a TV: “Eu acredito na vida e gosto de viver. Isso aparece nas minhas composições. Mas agora eu quero convidar você para cantar uma canção diferente. O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica é a Sinfonia da Solidariedade Universal”.

Caro Tom, onde quer que esteja, pois os mortos não morrem, a nossa mais sincera homenagem pela contribuição em prol do entendimento dos povos. Suas canções perpetuam o amor e o respeito à vida, passo primeiro para o surgimento de uma sociedade verdadeiramente solidária.

AGRADECIMENTO

Gostaria de agradecer a grande quantidade de cartas, e-mails e cartões que recebi na passagem do Natal Permanente de Jesus e pela chegada de mais um ano. Retribuo tantas manifestações de amizade, desejando a todos um 2013 repleto de realizações no Bem. Que Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos inspire na melhor condução de nossas vidas, fortalecendo em nossos corações o sentimento de solidariedade e de paz!

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Não perder a fé

Paiva Netto

A onda de violência que atinge várias regiões no mundo, inclusive o Brasil, atemoriza cada vez mais as populações. O massacre que ocorreu na última sexta-feira, 14/12, em uma escola de Newtown, no Estado de Connecticut/EUA, deixou-nos consternados. Após matar a mãe em casa, um jovem de 20 anos invadiu o local e assassinou 26 pessoas. Entre elas, 20 crianças. Em seguida, suicidou-se. Fervorosamente, oramos a Deus, pedindo conforto espiritual às famílias das vítimas na superação de tamanho drama.

 Buscam-se respostas que esclareçam por que chegamos a tal ponto de desatino. Se fizermos análise mais aprofundada das causas que levam a essa brutalidade, à fome e a tantos outros infortúnios, notaremos tratar-se principalmente da própria instabilidade emocional da criatura.

Pari passu com as políticas públicas de segurança, do acesso à educação de qualidade para todos e programas que trabalhem na erradicação da miséria, é imprescindível zelar pelas Almas. Cuida do Espírito, reforma o ser humano. E tudo se transformará para melhor.

Robbie Parker, pai de uma das vítimas, Emilie, menininha de 6 anos, no trágico episódio no colégio norte-americano, ao dirigir-se à mídia, corajosamente demonstrou o exemplo que nos deve nortear. Emocionadíssimo, encontrou forças para oferecer apoio a todas as famílias afetadas pelo massacre, incluída a do atirador: “Ao seguirmos em frente a partir do que aconteceu aqui, o que aconteceu com tanta gente, que isso não seja algo que nos defina, mas que nos inspire a ser melhores, que tenhamos mais compaixão e sejamos mais humildes”.

Apesar do momento atribulado pelo qual passamos, é preciso não perder a fé, como acima demonstrado, e batalhar pela vitória do Bem. Aos que, porventura, não consigam ainda compartilhar dessa crença, dedico reflexão de minha autoria, constante do livro “Cartilha de Reeducação Espiritual”: Pouco a pouco, a organização egoísta da sociedade foi abalando o acervo de tradições reunido por todos os que lutaram e sofreram na construção dos povos. Tudo isso vem sendo sacudido, e a muitos pode parecer que entramos em indesviável rota de colisão e que a Humanidade inteira se desfará definitivamente em destroços. Mas tal não se dará, por pior que as coisas se mostrem. O que irá colidir e destruir-se é a civilização da maldade. (…) E como escreveu Pedro Apóstolo, em sua Segunda Epístola, 3:13: “Esperamos novos céus e novas terras, nos quais habita a Justiça”.

ORAÇÃO

Convido os amigos leitores e leitoras para, juntos, entoarmos uma tocante prece de Francisco de Assis (1181-1226), patrono da Legião da Boa Vontade. Ele amava muito as criancinhas. Versão de Alziro Zarur (1914-1979):

“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;/ Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;/ Perdão, onde haja injúria;/ Fé, onde haja dúvida;/ Verdade, onde haja mentira;/ Esperança, onde haja desespero;/ Luz, onde haja treva;/ União, onde haja discórdia;/Alegria, onde haja tristeza.

“Ó Divino Mestre!/ Permiti que eu não procure/ Tanto ser consolado quanto consolar;/ Compreendido quanto compreender;/ Amado quanto amar./ Porque é dando que recebemos;/ Perdoando é que somos perdoados;/ E morrendo é que nascemos para a Vida Eterna”.

Em tempo: quanto ao “fim do mundo”, segundo o Calendário Maia, em 21 de dezembro corrente, podemos dormir em paz, porque o nosso esforçado planeta vai continuar. Aliás, quem pode acabar com ele somos nós mesmos (Isaías, 24:5 e 6).

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Família e direitos humanos

Paiva Netto

Na ocasião do Dia Universal dos Direitos Humanos, 10/12, achei por bem trazer-lhes algo sobre outra data, que, por sua vez, possui estreita ligação com qualquer ensejo que contribua para o bem-estar da criatura humana. Falo do Dia Nacional da Família, comemorado no Brasil em 8/12. Por sinal, na própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 16º, encontramos: “A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado”.

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à Família. Um país melhor, mais feliz e, por consequência, uma Humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio, a exemplo da criança especial, que tem o seu dia celebrado em 9 de dezembro.

 

APOSTEMOS NAS FAMÍLIAS

O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do sensitivo Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema de hoje. Peço-lhes a atenção para suas palavras:

“A existência na Terra é de luta — não há outra denominação melhor —, mas a tranquilidade de Alma existe quando vemos que as Forças Benditas envolvem a família e os casais, elevando-os a patamares de compreensão, buscando as sementes que germinaram os frutos da semeadura, por intermédio dos filhos.

“Apostemos na ideia das famílias unidas pelo Cristo de Deus. Apostemos nisso. Que a palavra da Boa Vontade de Deus possa fazer o trabalho preponderante do Bem e ser ouvida e seguida na Terra. (…)

“Falamos sobre a importância da egrégora familiar, assunto recorrente e sempre de necessária abordagem, porque necessitamos oferecer condições de segurança, principalmente às mulheres (na Humanidade), às mulheres esposas e às crianças, com a parede, com a muralha dos bons sentimentos e das boas ações, fazendo descer sobre elas a cachoeira espiritual de bons fluidos que vem do Etéreo.

“Muitos casais e muitas famílias se desfazem porque não se preocupam com o diálogo salutar, com a compreensão mútua, enfim, com a presença do símbolo da unidade familiar, cujos arroubos sempre causam transtornos perigosos, problemáticos e danos irreparáveis aos que postulam a sedimentação da família no planeta Terra.

“Constituímos nossas vidas, também no Etéreo, pelo espírito de família que trazemos dos laços aflorados e traduzidos em harmonia e união advindos da matéria. Somos mais felizes no Espaço quando encontramos o nosso verdadeiro Amor na Terra.

“Se Jesus aproximou, uniu e fez com que frutificasse o Amor por intermédio dos filhos, dos felizes filhos que desabrocham, temos que trabalhar para suprir as deficiências do cotidiano, da convivência, do livre-arbítrio e de raciocínios que, às vezes, fogem do verdadeiro prumo necessário ao desenvolvimento da família. (…)

“Saibam que, na Pátria da Verdade, não nos descuidamos das lutas em que todos estão envolvidos no mundo. Mas queremos ainda maior afinação dos seres terrestres com seus Anjos da Guarda. Não deixem vícios humanos atingir seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos recebem na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado, inclusive os órgãos genitais, pois procriam, interagem a energia do homem com a da mulher para a evolução, a continuidade na Terra”.

Dr. Bezerra — muito conhecido também como “Médico dos Pobres” — continua vivo no Céu, no Mundo Espiritual, como Espírito, Anjo da Guarda, Nume Tutelar, enfim, há vários nomes que definem a mesma condição de prosseguir existindo. O princípio de tolerância, que deve reger a convivência em sociedade, nos inspira este raciocínio: ainda que nem todos acreditem na possibilidade da vida eterna ou que exista diálogo entre Céu e Terra, hão de levar em consideração o conteúdo da mensagem. É um texto sensato e que merece reflexão. A segurança material e espiritual de nossas famílias significa a boa guarda de nós mesmos.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Aids — não esmorecer a luta

Paiva Netto

Em 1° de dezembro temos o Dia Mundial da Luta contra a Aids. Trata-se de batalha a ser travada diariamente, com esclarecimento, prevenção e, o que é mais importante, sem qualquer tipo de preconceito, que, como tenho defendido há anos, agride mais que a doença. Apesar de avanços alcançados nos últimos anos, não nos esqueçamos de que novas gerações surgem e não possuem o mesmo conhecimento da enfermidade que as anteriores adquiriram, ficando, assim, mais vulneráveis ao contágio desse mal. Acho, portanto, muito oportuno apresentar-lhes trechos de uma matéria de Karine Salles, do portal Boa Vontade:

“Apesar da tendência à estabilidade, a epidemia de HIV/aids afeta de maneira diferenciada as diversas regiões do mundo. De acordo com o Relatório Global 2011, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids), existem 34 milhões de pessoas com o vírus. No Brasil, são cerca de 630 mil. A organização reconheceu que novas infecções e mortes relacionadas à aids caíram para os níveis mais baixos desde o pico da epidemia, na década de 1990.

“Ao portal Boa Vontade, o dr. Pedro Chequer, coordenador-geral do Unaids no Brasil, ressaltou os avanços brasileiros para coibir a doença. ‘Desde os anos 1990, o país adotou a política de acesso ao antirretroviral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e, graças a ele, foi possível a manutenção dessa política nos dias de hoje.’ O Brasil foi um dos pioneiros a distribuir, gratuitamente, toda a medicação necessária para o combate ao vírus.

“No estudo, o programa apontou que o modelo brasileiro de prevenção ao HIV e à assistência ao portador do vírus é um dos melhores do planeta, sobretudo no tratamento de populações mais vulneráveis. Contudo, os dados registram que as regiões Norte e Nordeste sofrem com o aumento da mortalidade e do número de novos casos. E, de modo surpreendente, na região Sul a epidemia tem crescido, e a ocorrência de mortes também. (…)

“O tratamento é relativamente alto e, segundo o dr. Chequer, ‘varia de país a país’. Na atualidade, são gastos R$ 800 milhões para atender 200 mil pacientes, o que dá uma média de R$ 4 mil por indivíduo. ‘Esse custo, nos anos 1990, era superior a R$ 20 mil’, disse o médico. Ele reforçou: ‘O mais importante agora, com as pesquisas, é, primeiro, estabelecer uma agenda de mobilização social, dos meios de comunicação, da comunidade, de lideranças locais, para que possam estar envolvidos nesse processo. E, segundo, analisar a questão da ampliação da testagem para diagnóstico mais precoce’”.

O dr. Pedro Chequer encaminhou ainda um e-mail à equipe do portal Boa Vontade, em que revela sua admiração pelo Templo da Paz, como é conhecido o monumento mais visitado de Brasília, Brasil: “Sou um frequentador do Templo da Boa Vontade e, sempre que há visitas do exterior, faço questão de levá-las para conhecer o local. Este fato se soma à minha missão de buscar informar e disseminar o conhecimento sobre a aids”.

Também numa entrevista ao portal Boa Vontade, encontramos o testemunho da pedagoga Nair Brito, portadora do HIV há 18 anos: “Com 30 anos de epidemia, muita gente ainda nos estigmatiza, e isso é ruim. É um desafio superado a cada dia, e você acorda agradecendo por estar viva, pedindo a Jesus que permaneçamos vivendo com dignidade”. Para finalizar, Nair fez um alerta: “Quem não está infectado com o HIV se proteja. Proteja-se mesmo, porque não é bom viver com HIV, mesmo tendo os medicamentos”.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Muro de Berlim e as fronteiras vibracionais

Paiva Netto

Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em 21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 23 anos, trazem em similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste, em várias regiões do mundo, em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas, esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.

  Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais tarde.

UNIVERSO INVISÍVEL

Em 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-Nosso”, que rea­lizei em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a desenvolver este raciocínio:

A Ciência humana, a despeito dos respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido. Vejamos o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se descobriu ainda?… Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de estrelas… É incrível a sua abrangência!… E os mais poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual, pois essas são muitas no “Outro Lado” da Vida, acabam também fascinados, e com muita razão… Entretanto, e a amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar, não estamos unicamente a nos referir à composição material dos corpos celestes que vagam pelo espaço: essa enormidade que os maiores cientistas não puderam até o presente momento pesquisar nem sequer ver de todo.

Falamos também do Universo Invisível, ultradimensional, onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, até agora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem acreditado pela Ciência terrestre, em boa parte. E o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, alguns temem avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula de Esopo: Vulpem et uvam. O filósofo e sociólogo Herbert Spencer (1820-1903) acertou quando definiu que há um princípio utilizado como uma barreira contra qualquer informação, semelhante à prova oposta a todo tipo de argumento. Esse preceito jamais pode falhar, de modo a manter a Humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Trata-se de condenar antes de investigar.

A Ciência tradicional deverá preparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto, terá de incluir nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante a realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda imperceptíveis ao sentido visório. Há mais de 30 anos, popularmente discorri sobre essa questão das dimensões materiais do Universo, tendo em vista ensinamentos do Evangelho e do Apocalipse de Jesus: em geral, cogita-se de grandeza, dimensão, distâncias físicas… Contudo, os limites do Universo podem igualmente ser vibracionais… O ser humano falece, o corpo fica… O Espírito (ou como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao restrito território da mente, migra para outro Universo ou outros universos, que ainda não se veem… A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e preconceitos. No entanto, a Intuição, conforme afirmamos, é sempre mais rápida. É a Inteligência de Deus em nós.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Acolhimento fraterno no Dia de Finados

Paiva Netto

Aproximamo-nos do Dia de Finados, 2/11. Em Brasília/DF, no Templo da Boa Vontade, o Templo do Ecumenismo dos Corações, aproveite a ocasião para homenagear seus entes queridos que retornaram ao Mundo Espiritual. O ambiente de Paz do TBV, durante as 24 horas do dia, é propício à prece, à manifestação dos sentimentos elevados em prol daqueles que lhe deixaram saudades.

A MORTE DA MORTE

Achei oportuno buscar alguns comentários que publiquei em “Somos todos Profetas” (1999).

Chamo a atenção dos que me acompanham no estudo das profecias para que também analisem os versículos 13 e 14 dos capítulos 20 e 21 do Apocalipse de Jesus e os do capítulo 11 do Seu Evangelho, segundo João, a seguir transcritos, em que vemos o inacreditável ser firmemente anunciado: a morte da morte. Não como a ciência terrena até o presente a imagina, por meio da criogenia, nem como ainda é do entendimento de respeitáveis irmãos que se comprazem gravitando em torno do fim do corpo perecível, como se o término da existência física decretasse a cessação de tudo, esquecidos de que o Espírito antecede o soma e prossegue vivo depois que este se desfaz. Mas a morte da morte está sentenciada no Apocalipse e no Evangelho, levando todos à compreensão de que a existência das criaturas de Deus é eterna e que “não há morte em nenhum ponto do Universo”, como ensinava Alziro Zarur (1914-1979).

Apocalipse, 20:13 e 14 (O Juízo de Deus):

“13 E o mar deu os mortos que estavam nele. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

“14 Então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago do fogo. E esta é a segunda morte, o lago do fogo”.

Apocalipse, 21:4, 5 e 6 (Novo Céu, nova Terra e nova Jerusalém):

“4 E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima, não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

“5 Então Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

“6 Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede darei de graça a beber da fonte da água da Vida Eterna”.

Evangelho segundo João, 11:25 a 27 (A ressurreição de Lázaro):

“25 Disse Jesus (a Marta, irmã de Lázaro, que Ele, pouco depois, tiraria da morte): Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;

“26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Crês nisto?

“27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo que devia vir ao mundo”.

“A MORTE É UM BOATO”

Tantas vezes tenho-lhes recordado que o grande equívoco da Humanidade é pensar que a morte acaba com tudo. Pelo contrário, como afirma Francisco de Assis, na sua famosa prece, “é morrendo que nascemos para a Vida Eterna”. Diante disso, o suicídio é um tremendo erro. Aquele que pensa matar-se descobre-se mais vivo do que nunca do outro lado da existência e com muito mais problemas do que antes, porque o seu Espírito não morre, e ele assim continuou vivo, bem vivo! Zarur dizia: “A morte é um boato”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Templo da Paz e Dia das Nações Unidas

Paiva Netto

Durante os festejos dos 20 anos do Templo da Boa Vontade, ocorridos em 24 de outubro de 2009, em Brasília/DF, prestamos tributo à Organização das Nações Unidas (ONU), que, naquela data, completava 64 anos de existência. Aliás, o sentimento que pautou a decisão da comunidade internacional de criá-la, em 1945, é o mesmo do TBV: o desejo de Paz.

Breve histórico

Após as atrocidades da Segunda Grande Guerra, que dizimou e mutilou, física e psiquicamente, milhões de pessoas, lideranças mundiais procuravam mecanismos que pudessem assegurar a Paz entre os povos. De 25 de abril a 26 de junho de 1945, na cidade de São Francisco/EUA, foi elaborada — pelos representantes de 50 países na conferência sobre Organização Internacional — a Carta das Nações Unidas. Por sinal, o termo Nações Unidas foi idealizado pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt (1882-1945). A base do documento nasceu de propostas de delegações da China, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da antiga União Soviética, da França. Em 24 de outubro de 1945 passa a existir oficialmente a ONU. Imaginemos quantos e que tipos de discussões reservadas para chegarem a um consenso, inclusive nos campos devocionais e laicos ─ que o diga dona Eleanor Roosevelt (1884-1962) ─, ocorreram nos bastidores, das quais, por mais bem informados que estejamos hoje, não temos plena consciência. Se o acordo se formalizou, àquela época — depois do desestimulante fracasso da Liga das Nações, que tanto fez penar Woodrow Wilson (1856-1924), após a Primeira Guerra —, por que as novas providências, auguradas por tantas nações, que agora se projetam internacionalmente, cenário em que o Brasil se destaca, não serão concretizadas? O mundo, sem apelação, segue adiante; às vezes, todavia, momentaneamente, move-se para trás. Parado é que não fica.

A Paz não é utopia

Em contribuição ao tema, trago-lhes improviso meu que a Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, em parte publicou na obra “A Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra”, que em 24 de outubro de 2009, lançamos nas superlotadas dependências do TBV.

(…) Existem aqueles que acham, como se fora fatalismo, por eles atribuído em censura aos místicos, que a guerra é indissociável do Ser Humano, sem que haja outra possibilidade de progresso rápido. Naturalmente, estão equivocados. Talvez lhes falte ainda a resolução de contrapor-se a qualquer obstáculo e pugnar sem receios por tempos de fato mais pacíficos. Isso requer dose decisiva de ânimo: ir contra aquilo que certos “costumes milenares” ruinosos “decidiram” ser o caminho inarredável dos povos. Mas há muitos que possuem esse destemor. Sérgio Vieira de Mello (1948-2003) foi um deles. Não afirmo que o instinto assassino vá desaparecer de uma hora para outra da face do planeta. Somente não aceito modelos fatalistas, capitulados como realismo irremovível. Digamos, porém, para argumentar, que, se a guerra viesse, teríamos de enfrentá-la com a disposição necessária. Entretanto, um dia, a Fraternidade e a Justiça mudarão para melhor o destino acidentado das criaturas, das famílias, das pátrias. Quando a criatura se purifica, tudo se transforma à sua volta.

Fora dessa postura solidária, transmitida por uma das maiores figuras que passaram por este orbe, torna-se mais difícil usufruir a Paz desarmada, custe o período que for preciso para alcançá-la.

Recado Divino

Enfatizo, então, ao término, recado divino de um Senhor sempre preocupado com ela: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:27 e 1; e Mateus, 28:20). (…)

Aproveito a oportunidade para saudar aos que abrilhantaram as comemorações de aniversário do Templo da Paz, assim chamado pelo veterano jornalista Gilberto Amaral, que também lá esteve.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Saúde mental e espiritualidade

Paiva Netto

Recente estudo do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, denominado “Transtornos mentais em megacidades”, aponta que 30% dos casos investigados de moradores da capital paulista e região metropolitana apresentaram algum tipo de transtorno psiquiátrico nos 12 meses anteriores à entrevista. Expressivo número que merece a atenção de todos.

Todavia, outra perspectiva nos leva a considerar que parte dessas ocorrências pode estar erroneamente catalogada como distúrbio. Há de se verificar também o conjunto de naturais manifestações de uma sensitividade espiritual malconduzida, necessitada de equilíbrio e de orientação específica.

O programa “Conexão Jesus”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), conversou com um especialista no assunto. Trata-se do dr. Júlio Peres, psicólogo clínico, doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da USP, com pós-doutorado no Centro para a Espiritualidade e a Mente da Universidade da Pensilvânia/EUA e pós-doutorado em radiologia clínica pela Unifesp. Declarou ele aos telespectadores: “Há uma linha de pesquisa muito importante — e nós gostamos muito desse tema, estamos trabalhando nesse sentido — que visa justamente ao diagnóstico diferencial entre uma crise espiritual envolvendo mediunidade, a conexão com Espíritos, Espiritualidade, e um episódio psicótico, um transtorno psiquiátrico. É muito importante que possamos reconhecer que uma condição é distinta da outra, porque, se o indivíduo estiver tendo uma manifestação mediúnica, uma crise espiritual, não necessariamente ele manifestará um episódio psicótico, psiquiátrico. No entanto, se for medicado nessas condições, ele pode criar uma história, uma linha de futuro psiquiátrica. Contudo, se o indivíduo estiver de fato tendo um episódio psicótico e não for medicado, o sofrimento se exacerba. Então, é fundamental que nós, profissionais da saúde, identifiquemos quais são os diferenciais para esse diagnóstico”.

Essas palavras nos fazem lembrar o testemunho do dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), ilustre médico que no século 19 escreveu “A loucura sob novo prisma” (estudo psíquico-fisiológico), pondo em evidência os casos em que determinadas patologias mentais teriam causa espiritual de ordem inferior, requerendo, portanto, uma abordagem distinta: “Meu plano é determinar a natureza especial da loucura sem lesão cerebral — estabelecer as bases de um diagnóstico diferencial de uma para outra espécie — e oferecer os meios curativos deste gênero desconhecido de loucura”.

Observa-se assim que a matéria (aliada à Espiritualidade) é verdadeiramente digna de pesquisas cuidadosas e isentas de qualquer preconceito. Afinal, sabemos que muito há para ser estudado. No campo da Neurociência, por exemplo, o que não falta são lacunas de incertezas. E numerosos pacientes dependem desse esforço, pois podem estar padecendo com terapêuticas radicais quando o caminho é bem outro.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Vá sem pressa, faça uma prece!

Paiva Netto

Sempre tenho chamado a atenção das pessoas para que tomem cuidado com o trânsito nas estradas e nas metrópoles.

Num editorial da conceituada Folha de S. Paulo, de maio de 1994, encontrei este pensamento de Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão: “A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade”. Realmente, a maioria dos Seres Humanos não pensa que um dia terá de “passar desta para melhor ou para pior”, de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da Humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Certamente, conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível.

Mas voltemos ao editorial da Folha de S. Paulo, sobre violência no trânsito, cujo conteúdo, infelizmente, ainda é atualíssimo: “(…) a frase do grande poeta alemão reflete com admirável precisão a maneira como muitos encaram a morte. E não resta dúvida de que essa visão é especialmente comum entre os jovens, cuja inexperiência aliada a um arrebatamento natural como que lhes confere um sentimento de onipotência e imortalidade. E esse sentimento, por ser extremamente enganoso, tem muitas vezes consequências terríveis. As mais notáveis e perversas se fazem ver no alto índice de envolvimento de jovens em acidentes de trânsito no mundo inteiro. Desastres do tráfego já são a principal causa de morte nessa faixa etária, fazendo mais vítimas do que a aids ou outras doenças incuráveis”.

Não adianta dispor leis para os Seres Humanos. É preciso prepará-los para a Lei. O código de trânsito já existe. Todos sabem que têm de utilizar o cinto de segurança, diminuir a velocidade e respeitar sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A Campanha Vá sem pressa, faça uma prece!, promovida pela Legião da Boa Vontade, visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar as leis de trânsito por Amor à sua vida e à dos semelhantes.

Fica aqui, portanto, a nossa contribuição para o fim da violência no trânsito, de forma que a velocidade irresponsável ainda existente nas ruas se sublime em atos cada vez mais velozes de socorro às pessoas em situação de pobreza e de respeito a todos. Eis o nosso lema: Promover Educação e Cultura com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

Vá sem pressa, faça uma prece!

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A Prece do Motorista

(Extraída da Revista Boa Vontade, no 26, de agosto de 1958, a Oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV, em seus programas radiofônicos.)

Jesus,/ quero que sejas/ a Luz dos meus olhos,/ para que eu veja sempre o caminho certo!
O Guia de meus braços,/ para que eu me dirija sempre para o Bem!
A Força de minha vida,/ para que eu resista na luta diária pelo pão!
O meu Amigo constante,/ para que eu sirva a todos com Boa Vontade!
O Amor de meu coração,/ para que eu ame a todos como a mim mesmo!
 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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