Policiais militares da Bahia protestaram em frente ao Hospital Geral do Estado (HGE) após a morte do soldado Wesley Soares Góes. Uma manifestação convocada pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) está marcada para a manhã desta segunda-feira (29).

A Polícia Militar da Bahia ainda não confirmou a morte do soldado. Já a Aspra publicou em suas redes sociais um comunicado informando que o policial não resistiu aos ferimentos dos disparos efetuados pelos policiais do Bope.

Em nota, a PM disse lamentar profundamente o episódio e que todos os esforços foram feitos por um final pacífico durante um possível surto de um PM. Ainda segundo a nota, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) adotou protocolos de segurança e o policial militar ferido foi socorrido imediatamente pelo SAMU.

Aparentemente em surto psicótico, o PM ocupou por volta das 14h30 uma área em frente ao Farol da Barra, em Salvador. Ele estava fardado, vestido com um colete a prova de balas e armado com um fuzil e pistolas. O soldado pintou o seu rosto nas cores da bandeira do Brasil e dizia palavras contrárias às ordens da corporação relacionadas às medidas de isolamento social adotadas pelo governo estadual.

Wesley deu vários tiros para o alto enquanto policiais do Bope tentavam negociar uma rendição. Já no início da noite, após fazer uma contagem regressiva, ele atirou na direção dos policiais, que revidaram com vários disparos.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o exato momento do tiro e dos revides. O projétil disparado por Wesley passa muito próximo dos policiais que tentavam negociar a rendição. Imediatamente, os disparos foram efetuados e Wesley foi ao chão.

O soldado foi socorrido por uma equipe do Samu e levado ao HGE, onde ocorreu a primeira manifestação dos policiais. Wesley era lotado na 72º Companhia Independente de Polícia Militar (72º CIPM) de Itacaré, no litoral Sul do Estado.

Em poucas horas, a notícia repercutiu nos principais veículos de imprensa do país e mobilizou autoridades. A Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos deados postou uma mensagem em suas redes sociais incentivando o motim.