O tenente-coronel Alexandre Costa de Souza assumiu na manhã do dia (16) de março o comando o 8º Batalhão da Polícia Militar, em Porto Seguro. O novo comandante que anteriormente atuava no comando do 33ª CIPM, no município de Valença, já chega em meio a discussão sobre os decretos estadual e municipal, disa entre as facções do tráfico e tendo que colocar a ordem na casa. Em entrevista exclusiva ao DiBahia no dia 28 de março, ele falou sobre os desafios da PM em Porto Seguro.

Reportagem: Comandante, o senhor assume em meio a uma inquietação, por um lado o governo do estado determina toque de recolher e por outro lado a prefeitura determina em decreto que o comercio funciona até as 22:00. Como a Policia age em meio a essa inquietação?

Comandante: Fui convidado para ir a Câmara Municipal, fiz questão de estar presente neste de crise pois está tendo divergências entre o decreto do governador do estado contra o da prefeitura local, logo as pessoas estão querendo se apoiar no decreto municipal, descumprido o estadual. Aí vem a mim como se eu fosse a pessoa responsável em flexibilizar determinadas ações da polícia aqui na região, mas não, sou membro do poder executivo e cumpro ordens diretamente do comandante e chefe que é o governador do estado, que legalmente decretou essas ações na justificativa de conter as contaminações e números excessivos de pessoas que estão atendidas na área de saúde causando impactos muito fortes nos hospitais. Também há o contraponto do município, do comércio e das pessoas que precisam sobreviver, mas eu não sou a pessoa com legitimidade para resolver as diferenças das ações do município e estado.

Tenente-Coronel Alexandre Costa de Souza.

Reportagem: Comandante, como é que irá se dar as ações do 8° batalhão em sua administração?

Comandante: Eu já tenho uma história de 34 anos em serviço como policial superior militar. Já tive a oportunidade, como oficial, de trabalhar no 18° batalhão da companhia independente em Valença, onde passei 3 anos e 9 meses, onde tem o viés turístico. Em consequência disto, acredito que fui uma boa pessoa para comandar, devido a minha experiência profissional e também o conhecimento no meio turístico, sabendo a importância que isso tem para a economia do estado.

Sendo assim, tem a atenção a parte turística e a operacional, o combate ao tráfico de drogas. Eu defendo que boa parte dos crimes que existem estão por trás ou diretamente ligados ao narcotráfico. Então irei procurar utilizar experiências que deram certo lá na região e implantar aqui também, eu tenho um projeto de implementar uma campanha rural, porque vejo uma fragilidade na zona rural, então quero cobrir essa lacuna que existe e trazer uma operação com cães, de modo institucional, como fiz em Valença. Será válido para o tráfico de drogas e para pessoas desaparecidas ou foragidas da polícia.

Reportagem: O senhor falou do tráfico, nesse momento, existe um conflito entre facções e o senhor assume em meio a esse conflito. Como está se dando a parte de inteligência e repreensão ao tráfico?

Comandante: Assim que cheguei aqui pedi que o nosso pessoal da inteligência verificasse de trazer elementos de investigação sobre isso, também, em conjunto a polícia civil, nesse sentido de trabalharmos em união porque acredito que todas as forças de seguranças tem de estarem sempre unidas para termos o combate mais efetivo da criminalidade. Então daqui para frente, teremos algumas ações mais ostensivas para corrigirmos esse tipo de situação.

Os crimes que veem acontecendo em meio essa guerra de facção tem que acabar. Faremos o possível para que isso aconteça o quanto antes.

Reportagem: Na gestão passada, tivemos o caso que envolveu um Cabo que foi brutalmente assassinado. Alguns envolvidos foram encontrados, outros, ainda estão foragidos, esses esforços para a captura dos que faltam, como estão agora?

Comandante: Continuam sempre, tem que manter a atenção para a captura desses indivíduos, a justiça também está aí para ser feita. E quanto mais rápido possível a gente consiga por as mãos nesses caras e apresentar à justiça para que eles paguem pelos seus crimes, será feito. Estamos atentos e acompanhando, a inteligência permanece mantida em esforço máximo para poder identificar a localização deles e fazer a apreensão.

Reportagem: Mais alguma coisa que o senhor gostaria de salientar?

Comandante: Não, apenas agradecer pela oportunidade. Temos que responder sobre nossas ações e conto com o apoio da imprensa local. E dizer que o 8° batalhão estará sempre de portas abertas.

Reportagem: Eu que agradeço.

 

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